O Paraná atingiu a marca histórica de mais de 87 mil venezuelanos residentes, consolidando-se como o segundo estado brasileiro que mais recebe migrantes e refugiados da nação vizinha. O fluxo, impulsionado pela estratégia de interiorização do Governo Federal e pela força econômica da região, coloca o estado atrás apenas de Roraima em volume de acolhimento. Em todo o território nacional, o número de venezuelanos já ultrapassa a marca de 575 mil pessoas.
Curitiba no centro da Operação Acolhida
Dados atualizados de janeiro de 2026 revelam que Curitiba permanece como a capital brasileira que mais recebeu venezuelanos através da Operação Acolhida. Entre abril de 2018 e o final de 2025, quase 9 mil migrantes foram encaminhados diretamente à capital paranaense por meio desse programa, que busca redistribuir o fluxo migratório da fronteira norte para estados com maior oferta de emprego e infraestrutura.
Além da capital, cidades do interior como Cascavel, Londrina e Maringá também registram forte presença dessa população, atraída principalmente por vagas nos setores da agroindústria, serviços e construção civil.
Impacto de eventos recentes e novas perspectivas
O cenário migratório ganhou novos contornos nesta primeira semana de 2026. Após episódios de instabilidade política e ofensivas militares recentes na Venezuela, pesquisadores e autoridades brasileiras preveem um novo aumento na chegada de famílias. Somente em 2025, o Brasil acolheu cerca de 70 mil venezuelanos por vias humanitárias, e 92% de todos os pedidos de refúgio no país no último ano foram de cidadãos dessa nacionalidade.
Especialistas apontam que o Paraná “tende a receber ainda mais venezuelanos” devido às redes de apoio já estabelecidas. A facilidade de integração linguística e a presença de comunidades já fixadas tornam o estado um destino natural para quem busca recomeçar.
Desafios da integração
Apesar do sucesso na inserção laboral — com muitos venezuelanos ocupando postos de trabalho em redes de supermercados e postos de combustível —, os desafios de assistência social e saúde pública permanecem. O Governo do Estado e prefeituras têm articulado ações para garantir que o crescimento da demanda por serviços públicos seja acompanhado por investimentos em educação e segurança, visando uma convivência harmônica e a garantia de direitos humanos para os novos residentes paranaenses.







