Denuncia

Passaporte de Eliza Samudio será enviado de Lisboa para o Itamaraty em Brasília

O Ministério das Relações Exteriores confirmou que o passaporte original de Eliza Samudio, encontrado recentemente em Portugal, será enviado de Lisboa para a sede do Itamaraty, em Brasília. O documento, que estava desaparecido há cerca de 15 anos, foi localizado em um apartamento alugado na capital portuguesa e entregue ao Consulado-Geral do Brasil na última sexta-feira, 2 de janeiro de 2026.

​De acordo com as autoridades consulares, o passaporte está expirado e cancelado, não possuindo mais validade administrativa ou migratória. Após o recebimento na sede do Itamaraty, o objeto será colocado à disposição da família de Eliza, caso haja interesse em recuperá-lo como item pessoal.

Mistério em Portugal

O documento foi descoberto por um morador de um imóvel compartilhado em Lisboa. Segundo relatos, o passaporte estava escondido entre livros em uma estante da sala de uso comum. O morador, ao reconhecer o nome e a foto de Eliza devido à repercussão histórica do caso, decidiu levá-lo às autoridades brasileiras.

​Registros no documento mostram que Eliza entrou em Portugal em 1º de maio de 2007, mas não há carimbo de saída. Investigações e relatos de familiares indicam que ela retornou ao Brasil na época utilizando uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), documento emitido quando o cidadão não possui o passaporte original em mãos.

Reação da família

Sônia Moura, mãe de Eliza, manifestou-se nas redes sociais expressando dor e perplexidade com o surgimento do item após tanto tempo. Ela afirmou que o caso ainda possui “lacunas e pontos que não se encaixam” e cobrou esclarecimentos sobre como o documento foi parar naquele local. Arlie Moura, irmão de Eliza, também confirmou acreditar na autenticidade do passaporte, mas ressaltou que a família segue aguardando informações oficiais.

O caso

Eliza Samudio desapareceu em 2010, aos 25 anos. O ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, foi condenado como mandante do crime de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Embora outros envolvidos tenham confessado que a modelo foi morta e esquartejada, os restos mortais de Eliza nunca foram localizados. O surgimento do passaporte em 2026 reacende o debate público sobre o crime, embora o Itamaraty tenha informado que o achado não deve ter impactos jurídicos imediatos, uma vez que o processo já possui sentença definitiva.

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com