A Assembleia Legislativa do Paraná tornou-se o novo palco de um embate que mistura recursos públicos e movimentações eleitorais para a disputa do Palácio Iguaçu. O deputado estadual Paulo Gomes formalizou uma grave denúncia envolvendo um contrato milionário firmado entre o governo do Paraná e o Instituto IRG, levantando questionamentos se a estrutura estatal estaria sendo utilizada para inflar artificialmente a competitividade política de pré-candidatos oficiais.
A denúncia aponta que contratos que somam mais de meio milhão de reais dos cofres paranaenses foram direcionados à realização de pesquisas de opinião. Coincidentemente ou não, os levantamentos recentes divulgados pela própria IRG — como o registrado sob o número TSE PR-07149/2026 — passaram a colocar o deputado federal e pré-candidato do PSD, Sandro Alex, em uma posição de forte crescimento, ocupando o segundo lugar nas intenções de voto quando seu nome aparece atrelado ao do atual governador Ratinho Junior.
De acordo com as alegações do parlamentar e setores da oposição, esse volume expressivo de dinheiro pago ao instituto de pesquisa gera fortes indícios de conflito de interesses. Há a suspeita de que os recursos públicos estejam, na prática, financiando a construção de uma imagem competitiva para Sandro Alex, que é o nome indicado pelo grupo governista para tentar a sucessão estadual.
Enquanto a oposição exige auditoria imediata sobre as notas fiscais, contratos e especificações técnicas das metodologias aplicadas pela IRG, o núcleo governista defende a legalidade dos contratos, sob a justificativa de que os monitoramentos de opinião servem exclusivamente para avaliar os serviços e a percepção da administração pública. No entanto, o cruzamento cronológico entre os repasses financeiros e o avanço de Sandro Alex nos gráficos de intenção de voto deve manter o caso sob forte fiscalização dos órgãos de controle e do Tribunal Regional Eleitoral nas próximas semanas.









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