Paraná

Paulo Martins surge como o nome de Ratinho Junior para 2026 enquanto nomes do PSD testam popularidade

A sucessão estadual no Paraná para 2026 começa a ganhar contornos de estratégia de guerra nos bastidores do Palácio Iguaçu. Enquanto os holofotes se dividem entre nomes tradicionais do PSD, como Alexandre Curi e Guto Silva, um movimento silencioso posiciona o atual vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (Novo), como a verdadeira “carta na manga” do governador Ratinho Junior para manter a hegemonia da direita no estado.

O tabuleiro político paranaense para as eleições de 2026 apresenta uma dinâmica de “cortina de fumaça” que tem passado despercebida por parte dos analistas. Embora o PSD, partido do governador Ratinho Junior, mantenha em evidência as pré-candidaturas de Alexandre Curi (presidente da ALEP) e Guto Silva (Secretário das Cidades), o nome que começa a ganhar musculatura como o herdeiro real do capital político governista é o de Paulo Martins.

​Filiado recentemente ao Partido Novo, Martins ocupa hoje a vice-prefeitura da capital ao lado de Eduardo Pimentel e ostenta um histórico de lealdade e proximidade com Ratinho Junior. Sua trajetória recente é marcada pelo segundo lugar na disputa ao Senado em 2022, quando quase desbancou Sérgio Moro, consolidando-se como uma das principais lideranças da direita conservadora no estado.

​A estratégia da “Preservação”

​Fontes ligadas aos bastidores do governo indicam que a exposição de Curi e Guto Silva serve, em parte, para testar a resistência da base e medir a temperatura do eleitorado, enquanto Paulo Martins é mantido em uma posição de relativa blindagem. A ideia seria evitar o desgaste precoce de Martins, permitindo que ele atue na gestão municipal de Curitiba antes de ser lançado como o nome da convergência da direita.

​”A função do vice-prefeito é garantir estabilidade, mas o meu nome aparece bem nas pesquisas para o governo e o Partido Novo tem vontade de construir essa candidatura”, afirmou Martins em declarações recentes, reforçando que está “apto e com legitimidade” para o pleito.

​O fator Requião Filho e o Segundo Turno

​O grande objetivo estratégico do grupo liderado por Ratinho Junior e pelas forças de direita é evitar que a esquerda, representada principalmente pelo deputado estadual Requião Filho (PDT), consiga chegar ao segundo turno.

​Pesquisas de institutos como Quaest e Real Time Big Data mostram Requião Filho com um recall sólido (oscilando entre 15% e 19%), o que o coloca como um adversário perigoso caso a direita se fragmente excessivamente. O plano da “extrema direita” e dos aliados governistas seria consolidar uma candidatura única — ou uma dobradinha estratégica — que garanta um segundo turno “em família”, possivelmente entre Paulo Martins e outro nome do campo conservador, como o próprio Sérgio Moro (União), que hoje lidera as intenções de voto.

​Pesquisas e Cenários

​Atualmente, o cenário apresenta:

  • Sérgio Moro (União): Liderança isolada, mas com incertezas sobre o apoio da base bolsonarista.
  • Requião Filho (PDT): Principal nome da oposição, herdeiro do espólio político do pai.
  • Paulo Martins (Novo): Crescendo de forma orgânica, com índices que variam de 8% a 15% sem ter iniciado campanha oficial.
  • Bloco do PSD (Curi/Guto Silva): Nomes com forte penetração no interior e na máquina pública, mas que ainda aguardam a “benção” definitiva do governador.

​A movimentação de Paulo Martins para o Novo é vista como um movimento de mestre: ele mantém a independência partidária para atrair o eleitorado mais ideológico, mas permanece umbilicalmente ligado ao projeto de Ratinho Junior, que encerrou 2025 com aprovação recorde de quase 80%.

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