Uma nova pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (20 de junho de 2026), revela que o endosso do presidente norte-americano, Donald Trump, a um candidato à Presidência do Brasil não alteraria a decisão de voto da maioria da população. Segundo o levantamento, 65% dos eleitores afirmam que o apoio do estadunidense é indiferente.
O estudo traz um diagnóstico detalhado de como a influência internacional impacta o cenário político nacional:
- Aumentaria a vontade de votar: 17% dos entrevistados.
- Diminuiria a vontade de votar: 15% dos eleitores.
- Não souberam responder: 3%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de junho de 2026, ouvindo 2.004 eleitores em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
Tensão diplomática e bastidores políticos
O chamado “fator Trump” entrou no radar após movimentações recentes dos dois principais nomes na corrida presidencial brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No cenário de intenção de voto do primeiro turno apurado pelo mesmo instituto, Lula lidera com 41%, seguido por Flávio com 31%.
Ambos os políticos tiveram agendas com Trump nos Estados Unidos nos últimos meses: Lula reuniu-se com o norte-americano na Casa Branca em maio, enquanto Flávio Bolsonaro foi recebido poucas semanas depois.
A divulgação dos dados coincide com um momento de atrito entre Brasília e Washington. O governo dos EUA propôs recentemente novas tarifas sobre produtos brasileiros e classificou facções criminosas nacionais como organizações terroristas. Em entrevista ao portal Axios, Trump chegou a classificar o presidente brasileiro como “volátil” e declarou que a situação política no Brasil tornou-se “complicada” e “perigosa”, confundindo também episódios judiciais recentes envolvendo integrantes da família Bolsonaro. Em contrapartida, Lula rebateu publicamente afirmando que o líder norte-americano “fala muito e ouve pouco”, defendendo que as eleições brasileiras devem ser decididas sem interferência externa.
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