Polícia Civil do Paraná traça paralelo entre desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida com caso de cobradores mortos para explicar complexidade nas buscas

A Polícia Civil do Paraná intensificou as investigações e operações de campo para tentar localizar as primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, desaparecidas na região Noroeste do estado. Em pronunciamento recente, o delegado Luis Fernando Alves Silva fez uma correlação técnica entre o sumiço das jovens e o assassinato de quatro cobradores de dívida ocorrido no ano anterior. Segundo a autoridade policial, embora os dois crimes não possuam nenhuma conexão direta, eles compartilham uma semelhança crucial: a alta complexidade da investigação e a extrema dificuldade para localizar os corpos das vítimas.

​Para a equipe de investigação, as primas foram vítimas de homicídio. O grande desafio atual consiste na ausência de coordenadas geográficas precisas sobre o paradeiro delas, o que obriga as equipes policiais a realizarem varreduras em áreas rurais vastas na região de Paraíso do Norte. Diferente do caso dos cobradores, em que uma denúncia anônima com localização exata levou a polícia a encontrar as vítimas enterradas dentro de um carro em um bunker após 44 dias, o caso atual conta apenas com indícios de regiões geográficas amplas.

​As jovens foram vistas pela última vez na madrugada do dia 21 de abril, acompanhadas por Clayton Antonio da Silva Cruz em uma boate na cidade de Paranavaí. Imagens de segurança mapearam o trajeto da caminhonete em que elas estavam por municípios como Cianorte e Jussara antes do desaparecimento. Clayton, que utilizava o nome falso de “Davi” e possuía os apelidos de “Dog dog” e “Sagaz”, é considerado o principal suspeito e está foragido da Justiça com mandado de prisão em aberto.

​Paralelamente, a polícia continua à procura dos suspeitos do crime contra os cobradores de dívidas, apontados como Antonio Buscariollo e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, que também seguem foragidos. A Polícia Civil reforça a importância de denúncias anônimas que possam fornecer dados mais exatos e diminuir o perímetro de buscas para pôr fim à angústia das famílias.


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