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Polícia Federal mira Sergio Moro e revela suposto esquema de espionagem clandestina na 13ª Vara de Curitiba

O senador e ex-juiz Sergio Moro enfrenta o que aliados e adversários classificam como o “inverno mais rigoroso” de sua trajetória pública neste Natal. Uma ofensiva recente da Polícia Federal (PF) na sede da 13ª Vara Federal de Curitiba — berço da Operação Lava Jato — trouxe à tona indícios de um sistema de monitoramento paralelo que operava à margem da lei sob a gestão do magistrado.

O sistema de monitoramento paralelo

As investigações da PF, complementadas por auditorias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontam que a estrutura da Lava Jato teria sido utilizada para além dos processos criminais. Documentos, áudios e vídeos apreendidos sugerem que Moro mantinha um aparelhamento de espionagem focado em monitorar autoridades, advogados e até colegas do Judiciário.

O objetivo, segundo os investigadores, seria a manutenção de um “dossiê de influência”, garantindo que o magistrado tivesse poder de barganha político e controle sobre os rumos das investigações que passavam por suas mãos.

A polêmica da “festa da cueca”

Entre os materiais mais sensíveis encontrados, destaca-se a confirmação de registros audiovisuais de um evento que ficou conhecido nos bastidores como a “festa da cueca”. O episódio envolve magistrados do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), órgão responsável por revisar as decisões de Moro na época.

De acordo com as provas colhidas:

  • O evento teria sido filmado ilegalmente em uma suíte de hotel.
  • As imagens teriam sido utilizadas como ferramenta de coerção ou “blindagem” para garantir que as sentenças da 13ª Vara não fossem derrubadas em instâncias superiores.
  • A PF busca agora identificar se houve o uso de verbas públicas ou fundos da própria Lava Jato para financiar as interceptações e os equipamentos de gravação.

Reações e consequências

O cenário complica a situação de Moro no Congresso e no Judiciário. Enquanto o senador nega irregularidades e classifica as ações como “perseguição política”, o STF e o CNJ aceleram os processos que podem levar à sua cassação ou até a implicações criminais diretas por abuso de autoridade e peculato.

Para juristas, a descoberta de uma “Gestapo particular” (como vem sendo chamada por críticos) dentro de uma vara federal representa o golpe final na credibilidade da operação que um dia foi o símbolo do combate à corrupção no Brasil.

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