A Polícia Civil concluiu as investigações que resultaram na identificação de três adolescentes suspeitas de passar trotes para os serviços de emergência da Polícia Militar. Após rastrear a origem das ligações telefônicas recebidas pela central de atendimento, os investigadores constataram que as chamadas falsas partiram dos aparelhos celulares de uma jovem de 16 anos e de duas adolescentes de 12 anos.
O caso acendeu um alerta para o impacto dessas “brincadeiras” no sistema de segurança pública. De acordo com as autoridades policiais, a triangulação de antenas e a identificação do código IMEI dos aparelhos permitiram descobrir os números e, consequentemente, os titulares das linhas e os responsáveis legais pelas menores.
Os trotes telefônicos direcionados a serviços públicos de emergência (como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Samu) configuram infrações graves no Brasil. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a conduta praticada por menores de 18 anos é considerada ato infracional. Dependendo da gravidade e da reincidência, as jovens podem responder perante a Vara da Infância e da Juventude, onde são passíveis de aplicação de medidas socioeducativas, enquanto os pais ou responsáveis podem ser multados ou responder por omissão de cautela.
Além das implicações legais para as adolescentes e suas famílias, as polícias civil e militar destacam o prejuízo operacional causado por essa prática. Ligações falsas ocupam linhas que poderiam salvar vidas em situações de risco real, além de mobilizar desnecessariamente viaturas e policiais, gerando desperdício de recursos públicos e atrasando o tempo de resposta para ocorrências legítimas.
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