Policial militar de Cianorte mata ex-companheira e homem em Terra Boa com arma do Estado

A madrugada deste sábado, 31 de janeiro de 2026, foi marcada por um crime brutal que reacende o debate sobre a segurança pública e a saúde mental das forças policiais no Paraná. Um policial militar, lotado na cidade de Cianorte, utilizou sua arma institucional para assassinar a ex-companheira e um homem que estava com ela em uma residência no município de Terra Boa, no Noroeste do estado.

​De acordo com informações confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR), o agente estava de folga no momento do crime. Após efetuar os disparos que vitimaram as duas pessoas, o policial dirigiu-se ao pelotão da Polícia Militar de Terra Boa, onde se entregou espontaneamente e devolveu o armamento oficial utilizado no duplo homicídio.

​Detalhes do Caso e Providências Judiciais

​O autor foi encaminhado à 21ª Subdivisão Policial de Cianorte. Segundo a SESP, ele deverá responder pelos crimes de feminicídio e homicídio. A identidade das vítimas ainda não foi formalmente divulgada em detalhes pela perícia, mas o caso já é tratado pelas autoridades como uma tragédia anunciada dentro do contexto de violência doméstica.

​Em nota, a Polícia Militar informou que:

  • ​O agente foi afastado de suas funções.
  • ​Medidas administrativas e disciplinares já foram instauradas pela Corregedoria.
  • ​A arma do crime foi apreendida para perícia técnica.

​Crise Oculta: Saúde Mental e Omissão

​O episódio ocorre em um momento de crescente pressão sobre o Governo Ratinho Junior. Críticos e entidades de classe apontam que casos como este não são isolados, mas sintomas de um “colapso psicológico” dentro da corporação. Embora o governo estadual tenha anunciado investimentos em concursos e novas contratações para 2026, o suporte emocional e o monitoramento do uso de armas por agentes fora de serviço permanecem sob questionamento.

​A facilidade de acesso ao armamento institucional, mesmo em períodos de folga ou afastamento informal, é um dos pontos centrais da indignação popular. Especialistas em segurança pública alertam que a falta de protocolos mais rígidos de avaliação psicológica periódica contribui para que dramas pessoais se transformem em tragédias letais com recursos do próprio Estado.

​”Duas vidas foram perdidas em um contexto que deveria ser de proteção, não de violência”, destaca o relato de testemunhas e moradores locais, chocados com a frieza da ação.

​A Polícia Civil do Paraná segue investigando as motivações do crime e se havia registros anteriores de ameaças ou medidas protetivas envolvendo a ex-companheira do militar.

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