Paraná

Práticas atribuídas a Sandro Alex lembram roteiro já visto com Guto Silva

Nos bastidores do Palácio Iguaçu, a movimentação do secretário de Infraestrutura levanta questionamentos sobre a repetição de uma estratégia política que marcou a trajetória do ex-chefe da Casa Civil. O cenário para 2026 começa a desenhar as ambições e os riscos da gestão Ratinho Junior.

CURITIBA – No xadrez político paranaense, nomes mudam, mas os movimentos parecem seguir uma partitura conhecida. A atual gestão de Sandro Alex à frente da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL) tem sido alvo de análises que buscam entender se suas ações são frutos de demandas administrativas ou de um método político pré-estabelecido. Para observadores atentos, o “modus operandi” de Sandro Alex guarda semelhanças notáveis com o caminho trilhado por Guto Silva, ex-chefe da Casa Civil e atual secretário das Cidades.

​O “Roteiro” da Infraestrutura e a Vitrine Eleitoral

​Sandro Alex tem capitalizado politicamente sobre as grandes obras do estado. Nesta semana, o secretário destacou o impacto da Ponte de Guaratuba, afirmando que a estrutura já injetou mais de R$ 368 milhões no PIB paranaense antes mesmo de sua inauguração, prevista para abril de 2026. A estratégia de vincular sua imagem a entregas bilionárias e ao desenvolvimento regional é vista como uma tentativa de consolidar uma base sólida para a disputa majoritária que se aproxima.

​O método lembra o período em que Guto Silva, à frente da Casa Civil, atuava como o principal articulador e rosto do governo em projetos estratégicos. A semelhança reside na intensa agenda de viagens pelo interior e na personalização da gestão: o secretário deixa de ser apenas um executor técnico para se tornar um protagonista político com “luz própria” — ou, como críticos apontam, um “poste iluminado” pela máquina estadual.

​Coincidência ou Estratégia de Sucessão?

​A questão que ecoa nos corredores da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) é se Ratinho Junior está repetindo a fórmula de criar alternativas internas para sua sucessão em 2026. Enquanto Guto Silva é frequentemente citado como o “preferido” do governador, o crescimento de Sandro Alex e a articulação de Alexandre Curi (presidente da ALEP) criam um congestionamento de pré-candidaturas na base aliada.

​O “método” envolveria a entrega de pastas com grandes orçamentos e alta visibilidade para testar o fôlego eleitoral de seus ocupantes. No entanto, o risco é o chamado “apagão eleitoral”, onde a fragmentação de nomes do mesmo grupo pode beneficiar nomes da oposição, como o clã Requião, que monitora atentamente as divisões no PSD e no Progressistas.

​O que não pode acontecer no Brasil

​A crítica central que emerge, conforme publicado originalmente pelo O Diário de Maringá, toca em um ponto sensível da política nacional: a utilização da máquina pública para a construção de projetos pessoais de poder em detrimento de uma gestão de longo prazo que sobreviva aos ciclos eleitorais. A gestão Ratinho Junior, que busca se vender como um modelo de eficiência e modernidade, enfrenta agora o desafio de provar que suas escolhas de secretariado são baseadas em mérito administrativo, e não apenas em conveniência partidária para 2026.

​Enquanto Sandro Alex foca nos números da infraestrutura e Guto Silva fecha o balanço de 2025 com bilhões empenhados na Secretaria das Cidades, o eleitor paranaense observa se essa “coincidência de práticas” resultará em benefícios reais para o estado ou se é apenas a repetição de um roteiro político que o Brasil já conhece bem.

Fontes Consultadas:

  • Agência Estadual de Notícias (AEN) – Dados sobre a Ponte de Guaratuba (08/01/2026).
  • O Diário de Maringá – Análise sobre o método político no Paraná.
  • Relatórios da Secretaria das Cidades – Balanço de investimentos de Guto Silva.
  • Entrevistas Recentes – Declarações de Sandro Alex sobre o PIB e infraestrutura.

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