Prefeitura de Ipojuca busca identificar barraqueiros que agrediram turistas em Porto de Galinhas
A Prefeitura de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, intensificou as investigações para identificar e punir os barraqueiros envolvidos em uma agressão contra um casal de turistas na praia de Porto de Galinhas. O caso, que ganhou repercussão nacional após a divulgação de vídeos nas redes sociais, levanta novamente o debate sobre a segurança e a qualidade do atendimento no principal destino turístico do estado.
Detalhes do ocorrido
O conflito teria começado após uma divergência sobre a consumação mínima e o uso de cadeiras e guarda-sóis na faixa de areia. Segundo relatos, o casal foi intimidado e agredido fisicamente por um grupo de comerciantes locais. As imagens mostram momentos de tensão e correria, assustando outros banhistas que aproveitavam o dia na praia.
Ações da gestão municipal
A Secretaria de Defesa Social de Ipojuca informou que está cruzando dados do recadastramento de barraqueiros com as imagens gravadas por câmeras de segurança e celulares de testemunhas. Entre as medidas previstas estão:
- Cassação de licenças: Os responsáveis identificados perderão o direito de explorar comercialmente a orla.
- Reforço no policiamento: A Guarda Municipal e a Polícia Militar aumentaram o efetivo em pontos críticos para evitar novos abusos contra visitantes.
- Fiscalização de preços: Equipes do Procon municipal têm realizado vistorias para coibir a prática ilegal de consumação mínima obrigatória, que é frequentemente o estopim desses conflitos.
Contexto atual e turismo
Este episódio ocorre em um momento em que Porto de Galinhas tenta recuperar sua imagem após outros incidentes de violência e conflitos territoriais na região. O trade turístico local expressou preocupação, afirmando que ações isoladas de comerciantes despreparados comprometem a economia da cidade, que depende majoritariamente do fluxo de viajantes nacionais e estrangeiros.
A Polícia Civil de Pernambuco também abriu um inquérito para apurar os crimes de lesão corporal e ameaça. Até o momento, as vítimas já prestaram depoimento, e os investigadores aguardam a identificação formal dos agressores para seguir com as medidas judiciais cabíveis.







