LIMEIRA (SP) – A Prefeitura de Limeira, em conjunto com o Governo Federal, iniciou na manhã desta quarta-feira (17) uma operação emergencial para bloquear os acessos irregulares à ponte do Esqueleto. A intervenção ocorre quatro dias após a morte da estudante e bacharel em educação física Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que foi arremessada da estrutura sem estar conectada à corda de segurança durante um salto de rope jump.
A ação municipal, que inclui a reabertura de valas com escavadeiras para impedir a passagem de veículos e pedestres, foi executada após a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) reconhecer formalmente a responsabilidade federal sobre a área e solicitar apoio operacional do município. O local, uma estrutura ferroviária desativada há cerca de 30 anos que fica no limite entre Limeira e Cordeirópolis, pertence ao governo federal e nunca teve autorização para a prática de esportes radicais.
Impasse político e proposta de demolição
Embora as prefeituras da região estejam prestando suporte imediato na contenção física do espaço, as obras estruturais definitivas — como a construção de muros de contenção e manutenção permanente de barreiras — continuam sob a tutela da União.
Diante do histórico de acidentes e do recente episódio, o prefeito de Limeira, Murilo Félix, defendeu publicamente a implosão completa da ponte do Esqueleto como a única alternativa definitiva para garantir a segurança da população. A prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, manifestou apoio à proposta, classificando a demolição como urgente.
Detalhes do caso e andamento das investigações
O trágico acidente aconteceu no último sábado (13). Imagens gravadas por testemunhas no momento da atividade mostram três funcionários da empresa de turismo de aventura Entre Cordas erguendo Maria Eduarda e lançando-a da plataforma de aproximadamente 40 metros de altura. Logo após o arremesso, gritos de desespero alertando sobre a ausência da corda de segurança foram registrados no áudio do vídeo. A jovem morreu no local por politraumatismo.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo conduz a investigação. Três funcionários da empresa responsável pela atividade tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. O caso foi registrado como homicídio com dolo eventual, visto que os responsáveis assumiram o risco do resultado ao não realizarem a checagem básica dos equipamentos antes do lançamento. As autoridades reforçam que a modalidade de rope jump não possui regulamentação específica no país e operava de forma totalmente clandestina na estrutura federal.
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