Um professor de 46 anos foi preso pela Polícia Civil do Espírito Santo, na última quinta-feira (8 de janeiro de 2026), sob a acusação de utilizar seu cargo em escolas públicas da Grande Vitória para aliciar e abusar sexualmente de alunos. A investigação aponta que o docente abordava crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 16 anos, em corredores e durante o recreio, oferecendo notas altas e transferências via Pix em troca de imagens dos órgãos genitais das vítimas.
Detalhes do esquema e investigação
Segundo a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o suspeito estava foragido desde abril de 2025 e possuía dois mandados de prisão em aberto. O esquema criminoso funcionava de maneira direta: o professor identificava alunos com desempenho escolar baixo e propunha “facilidades”. Em alguns casos, ele chegava a preencher as respostas das provas para garantir a aprovação do estudante, exigindo as fotos íntimas como contrapartida.
As investigações revelaram que os crimes ocorreram ao menos entre 2023 e 2024, em unidades de ensino nos municípios de Serra e Vila Velha. A polícia acredita que o número de vítimas possa ser ainda maior, dado que o material apreendido com o investigado contém registros que sugerem abusos em outras instituições por onde ele lecionou ao longo da carreira.
O papel das famílias e denúncia
O caso começou a ganhar corpo após uma mãe notar mudanças drásticas no comportamento do filho, que passou a demonstrar medo excessivo e dificuldades para dormir. Ao vistoriar o aparelho celular do adolescente, ela encontrou mensagens do professor e o confrontou, levando a denúncia à escola e, posteriormente, às autoridades policiais.
”Identificamos vítimas reais que foram assediadas, importunadas e estupradas por ele. Havia um vasto material de fotos íntimas dessas crianças em posse do suspeito”, afirmou a delegada responsável pelo caso.
Próximos passos judiciais
O professor, cuja identidade não foi divulgada para preservar as investigações e a imagem das vítimas, responderá por crimes de:
- Estupro de vulnerável;
- Corrupção de menores;
- Assédio e importunação sexual.
A Polícia Civil mantém as investigações abertas e solicita que outras possíveis vítimas ou familiares que reconheçam o modus operandi entrem em contato através do Disque-Denúncia (181) ou procurem a DPCA local.




