Nas últimas semanas, um item inusitado saltou das prateleiras de lojas de materiais de construção e lojas de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) direto para o topo das recomendações nas redes sociais: o protetor solar de uso profissional.
O fenômeno viralizou após usuários compartilharem a descoberta de embalagens de até 1 litro custando significativamente menos do que os frascos convencionais de 50ml ou 200ml vendidos em farmácias e perfumarias. Mas afinal, o produto que protege o pedreiro é o mesmo que protege o banhista na praia?
Mesma proteção, propósitos diferentes
De acordo com dermatologistas e órgãos reguladores, a resposta curta é sim: a eficácia de proteção contra os raios UVA e UVB é rigorosamente a mesma, desde que o produto possua registro na Anvisa.
A principal diferença não está no “filtro” que barra o sol, mas na formulação cosmética e no modelo de negócio:
Por que é tão mais barato?
O preço reduzido nas lojas de construção e EPI deve-se à estratégia comercial. Enquanto marcas de luxo investem milhões em publicidade e fórmulas com “toque de seda”, as fabricantes de protetores profissionais focam no fornecimento industrial.
Empresas são obrigadas por lei a zelar pela saúde do trabalhador exposto ao sol. Por isso, compram galões para que os funcionários possam se lambuzar sem economia — o que barateia o custo de produção e envase.
O que dizem os especialistas
Embora a proteção seja garantida, dermatologistas fazem um alerta para quem pretende usar o produto no rosto, especialmente quem tem pele oleosa ou tendência a acne.
”O protetor profissional é formulado para resistir a condições extremas de trabalho e suor pesado. Isso muitas vezes significa uma fórmula mais ‘pesada’ que pode obstruir os poros de peles sensíveis, causando espinhas”, explicam especialistas em dermatologia.
Vale a pena?
- Para o corpo: É uma excelente alternativa econômica, especialmente para quem pratica esportes ao ar livre ou vai à praia.
- Para o rosto: Teste a adaptação. Se sua pele for seca, pode funcionar bem; se for oleosa, o barato pode sair caro em tratamentos dermatológicos posteriores.




