O funcionalismo público do Paraná enfrenta um dos cenários mais críticos de sua história recente sob a gestão de Ratinho Jr. (PSD). Um levantamento detalhado, baseado nos índices oficiais do IPCA (IBGE), aponta que, desde 2019, o governo estadual deixou de repor aproximadamente 45% da inflação nos salários de servidores ativos e aposentados. O resultado é um “confisco” indireto que já ultrapassa a marca dos R$ 12 bilhões.
O impacto no bolso: Perda de poder de compra real
A matemática da defasagem é implacável. Quando a inflação sobe e o salário permanece estagnado, o servidor não apenas “deixa de ganhar”, ele perde a capacidade de arcar com custos básicos como alimentação, aluguel e saúde.
Para entender a gravidade, basta observar o cálculo sobre um salário médio:
- Cenário em 2019: Um servidor com vencimentos de R$ 5.000,00.
- Atualização necessária: Para manter o mesmo poder de compra hoje, esse salário deveria ser de R$ 7.258,00.
- Realidade atual: O valor nominal permanece estagnado ou com reajustes ínfimos, resultando em uma perda mensal de R$ 2.258,00.
Ao somar o que deixou de ser pago mês a mês entre 2019 e o início de 2026, a perda acumulada por um único servidor chega a cerca de R$ 52 mil.
A conta de R$ 12 bilhões
Ao expandir esse cálculo para a base do estado, que conta com aproximadamente 230 mil servidores (entre ativos, aposentados e pensionistas), o montante que deixou de circular na economia local e de remunerar o funcionalismo atinge a cifra astronômica de R$ 12 bilhões.
”Não se trata de aumento salarial, mas de reposição inflacionária prevista na Constituição. O que vemos no Paraná é um superávit construído às custas do empobrecimento de quem faz a máquina pública funcionar”, afirmam lideranças sindicais.
Contradições: Austeridade para uns, shows para outros
Enquanto o governo mantém uma política de “mãos fechadas” para o reajuste do funcionalismo, o chamado “Modelo Paraná” é alvo de críticas por suas prioridades orçamentárias. Dados recentes apontam investimentos milionários em eventos de entretenimento, como o projeto Verão Maior Paraná, que destina verbas vultosas para shows de artistas sertanejos de renome nacional.
Para as categorias da segurança, educação e saúde, a narrativa de “falta de orçamento” para a Data-Base contrasta com a saúde financeira do estado, que frequentemente anuncia recordes de arrecadação e investimentos em infraestrutura e propaganda.
Atualizações recentes: O cenário para 2026
Com a entrada no ano de 2026, a pressão sobre o Palácio Iguaçu aumenta. Sindicatos como o APP-Sindicato e o FES (Fórum das Entidades Sindicais) intensificam as mobilizações para que o governo apresente um plano de recuperação das perdas históricas. Até o momento, a gestão Ratinho Jr. tem focado em reajustes pontuais e gratificações, o que, segundo especialistas em direito administrativo, não resolve o problema da defasagem na tabela base de vencimentos.





Sou professora aposentada,realmente está difícil de viver.Nosso salário está congelado desde o tempo do Beto Richa
Salário congelado,remédios caros e a idade cobra médicos e cada dia mais remédios
Não podemos nem pensar em distração oupasseio