A escalada da violência estatal no Irã atingiu patamares alarmantes, segundo os dados mais recentes da organização Human Rights Activists News Agency (HRANA). Em um cenário marcado pelo rígido bloqueio de comunicações imposto pelo regime dos aiatolás, a entidade confirmou que ao menos 2.403 manifestantes foram mortos desde o início da onda de protestos antigoverno.
O levantamento detalha a brutalidade da repressão, revelando que entre as vítimas fatais estão pelo menos 12 menores de 18 anos. Além das mortes, o braço repressivo do Estado realizou uma detenção em massa: a HRANA contabiliza 18.137 prisões de cidadãos que desafiaram as autoridades nas ruas.
Verificação contra a desinformação
Embora rumores tenham circulado nas redes sociais nesta terça-feira sugerindo que o número de mortos ultrapassaria a marca de 20 mil, especialistas e observadores internacionais pedem cautela. A HRANA esclareceu que seus números — embora possam ser conservadores devido às dificuldades de acesso ao país — baseiam-se exclusivamente em casos identificados e rigorosamente verificados.
“O bloqueio de informações é uma ferramenta de controle, mas o esforço de documentação busca garantir que cada violação seja registrada com provas”, afirma a organização.
O contexto atual e a resposta internacional
A situação no Irã permanece tensa. O que começou como um movimento por liberdades civis e contra leis de vestimenta obrigatória evoluiu para um desafio direto à estrutura do regime teocrático.
- Censura Digital: O governo mantém restrições severas ao acesso à internet e redes sociais para impedir a organização de novos atos e a saída de imagens de violência.
- Pressão Externa: Organismos como a ONU e a Anistia Internacional continuam a pressionar por investigações independentes, enquanto governos ocidentais discutem novas sanções econômicas contra líderes da Guarda Revolucionária.
As autoridades iranianas, por sua vez, classificam os protestos como “distúrbios incitados por inimigos estrangeiros”, justificando o uso de força letal como medida de segurança nacional.




