Esta é uma cobertura jornalística baseada nas declarações recentes do deputado Requião Filho e no cenário atual das concessões rodoviárias no Paraná em fevereiro de 2026.
Requião Filho acusa Ratinho Junior e base aliada de “teatro político” sobre crise do pedágio no Paraná
CURITIBA – O início dos trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) em 2026 foi marcado por um embate direto sobre o custo de vida e a infraestrutura do estado. O deputado Requião Filho (PT) subiu à tribuna para denunciar o que chama de “estelionato intelectual”, criticando deputados da base governista que agora atacam o modelo de pedágio que eles mesmos ajudaram a viabilizar.
O “DNA” das concessões sob holofote
A polêmica central gira em torno do aumento no número de praças de cobrança — que saltaram de 27 para 42 — e a implementação dos pórticos de sistema Free Flow (fluxo livre), que têm gerado uma enxurrada de multas e reclamações de moradores de zonas rurais e prefeitos do interior.
Segundo o parlamentar, a estratégia do Palácio Iguaçu foi calculada:
- Gestação do modelo: O desenho das concessões teria sido firmado entre o Governo Ratinho Junior e a gestão federal anterior (Bolsonaro), com o aval do setor produtivo (G7).
- Timing político: Requião Filho sustenta que a assinatura dos contratos foi postergada estrategicamente para não afetar o calendário eleitoral de 2024, empurrando a “fatura” para o momento atual.
- Transferência de culpa: O deputado rebate a narrativa da base aliada que tenta isolar a responsabilidade na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e no Governo Federal.
Impacto econômico e revolta no interior
O setor produtivo paranaense, que inicialmente apoiou o modelo de concessões focado em obras, agora expressa preocupação com a perda de competitividade. O custo do frete no estado sofreu um impacto cascata, afetando desde o escoamento da safra até o preço final dos alimentos nos supermercados de Curitiba e região metropolitana.
Tabela: O cenário das concessões (2021 vs. 2026)
Característica Antigo Modelo (Anel de Integração) Novo Modelo (Atual)
Número de Praças 27 praças físicas 42 pontos de cobrança (Físicos + Free Flow)
Modelo de Tarifa Leilão por menor preço (com falhas) Modelo Híbrido (Desconto + Outorga)
Tecnologia Cobrança manual/Tags em cabines Predomínio de sensores eletrônicos
Responsabilidade Estado e União União (Delegação das Rodovias Estaduais) “É muito fácil ser governo na hora de cortar a fita e virar oposição na hora que o boleto chega”, afirmou Requião Filho, reforçando que os alertas feitos por ele em 2023 se concretizaram integralmente.Próximos passos na ALEP
A oposição agora articula a criação de uma comissão para revisar os contratos e os impactos sociais da localização dos pórticos Free Flow, que estariam “ilhando” comunidades rurais. Enquanto isso, o Governo do Estado mantém a defesa de que o modelo garantirá investimentos bilionários em duplicações nos próximos anos, pedindo “paciência” à população.
Gostaria que eu fizesse um levantamento técnico detalhado sobre as localizações exatas das novas praças de pedágio ou uma análise do impacto no preço da saca de soja para transporte?




