O início de 2026 em São Paulo tem sido marcado por uma intensa queda de braço entre a gestão do prefeito Ricardo Nunes e os profissionais da educação municipal. O ponto central da discórdia é o avanço de medidas que alteram a estrutura de gestão e financiamento das escolas, o que críticos e sindicatos classificam como uma tentativa de “desmonte” e “mercantilização” do ensino público.
Os pontos centrais da polêmica
A insatisfação do setor educacional ganhou força após a publicação de novos decretos e a aceleração de parcerias com o setor privado para a gestão de unidades educacionais. Entre as principais críticas levantadas por movimentos sociais e educadores, destacam-se:
- Terceirização da Gestão: O aumento de convênios com organizações sociais para administrar centros de educação infantil e unidades de ensino.
- Flexibilização Curricular: Mudanças que, segundo especialistas, ignoram os princípios pedagógicos consolidados no currículo da cidade.
- Eficiência vs. Qualidade: O argumento da prefeitura de “otimização de custos” é rebatido por entidades que afirmam que a educação não pode ser tratada como mercadoria sujeita a metas puramente financeiras.
Reações e Mobilização
A frase “Educação não é mercadoria!” tornou-se o grito de guerra em manifestações recentes e nas redes sociais. Grupos de professores e pais de alunos alegam que as medidas foram tomadas sem o devido diálogo com o Conselho Municipal de Educação, atropelando ritos democráticos.
”Ignorar os princípios que estruturam a educação paulistana é um ataque direto ao futuro das nossas crianças. Não aceitaremos que a escola pública seja transformada em balcão de negócios”, afirma uma nota divulgada por coletivos de educação em redes sociais.
O posicionamento da Prefeitura
Por outro lado, a gestão Ricardo Nunes defende que as mudanças buscam modernizar a rede e garantir o atendimento de metas de aprendizagem que ficaram defasadas no período pós-pandemia. A prefeitura argumenta que as parcerias são ferramentas fundamentais para reduzir a fila por vagas e melhorar a infraestrutura das unidades de forma mais ágil.
O que vem a seguir
O cenário para os próximos meses prevê uma judicialização das medidas. Sindicatos como o SINESP e o SINPEEM já sinalizam que podem convocar assembleias para discutir paralisações caso a prefeitura não abra uma mesa de negociação efetiva para rever os pontos mais sensíveis da reforma administrativa educacional.




