O candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, defendeu a implementação de um ajuste fiscal focado no corte de gastos com a promessa de reduzir a taxa básica de juros para 6% ao ano. A declaração foi dada durante sabatina conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, na TV Globo.
Durante a entrevista, o ex-governador de Minas Gerais não detalhou quais medidas concretas ou quais áreas da administração pública seriam cortadas para atingir a meta fiscal. Zema afirmou que a queda nos juros geraria uma economia de R$ 800 bilhões anuais e argumentou que a responsabilidade fiscal é o único caminho para baratear o crédito.
Paralelamente ao discurso econômico, o candidato indicou a flexibilização de propostas fiscais e trabalhistas que defendia anteriormente. Ele admitiu a possibilidade de manter a política de valorização real do salário mínimo, desde que haja equilíbrio nas contas e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Em relação à Previdência Social, defendeu o aumento da arrecadação via formalização do mercado de trabalho antes de se propor alterações na idade mínima de aposentadoria.
No campo político e judiciário, Zema defendeu publicamente a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O candidato criticou as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), classificando as condenações como “políticas” e afirmando que os manifestantes deveriam responder apenas por crimes de depredação e vandalismo, negando a ocorrência de uma tentativa de golpe de Estado.
A postura adotada na sabatina busca dialogar tanto com o eleitorado alinhado às pautas econômicas liberais quanto com a base conservadora. Para mais detalhes sobre as propostas dos candidatos, você pode acompanhar a cobertura eleitoral completa através de portais de notícias como o G1 e a VEJA.
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