O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou em evento nesta segunda-feira (22/06) que, em um eventual governo seu, pretende modificar as regras do Bolsa Família. A proposta prevê a obrigatoriedade da conclusão dos ensinos Fundamental e Médio para beneficiários do sexo masculino, isentando as mulheres da mesma cobrança.
Segundo a declaração de Zema durante o encontro com empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, a distinção ocorre porque as mulheres já acumulam responsabilidades domésticas e familiares.
”Eu viso muito os homens, as mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos. É uma diferença muito grande em relação aos homens”, afirmou o pré-candidato.
Detalhes e novidades da proposta de governo
Além da exigência de escolaridade para os homens, o pré-candidato apresentou outros planos voltados para o programa social e a economia:
- Prêmio de saída: Criação de um incentivo financeiro de R$ 5.000 para o beneficiário que conseguir um emprego com carteira assinada e deixar o programa voluntariamente.
- Críticas ao formato atual: Zema declarou que o desenho atual do benefício gera distorções no mercado de trabalho e sugeriu que a falta de contrapartidas severas desestimula a busca por emprego formal.
- Privatizações: No mesmo evento, o político reforçou sua agenda liberal ao afirmar que pretende privatizar “tudo no Brasil”, sem poupar empresas estatais de grande porte.
O cenário eleitoral no evento
O painel na CNI contou também com a participação de outros nomes da direita que se movimentam para a corrida eleitoral de 2026, como o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Cada um aproveitou o espaço para acenar ao setor industrial com propostas de equilíbrio fiscal, cortes de gastos e reformas administrativas.
Atualmente, o Bolsa Família exige contrapartidas focadas no núcleo familiar — como a frequência escolar de crianças e adolescentes, vacinação atualizada e acompanhamento pré-natal para gestantes —, mas não impõe metas obrigatórias de escolaridade regular para os adultos titulares.
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