O nome de Ruan Rocha da Silva, hoje com 26 anos, voltou às manchetes policiais nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026. O jovem, que ganhou notoriedade nacional em 2017 após ser torturado e ter a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada em sua testa, foi detido em flagrante após furtar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no município de Diadema, na Grande São Paulo.
O novo crime e a confissão
De acordo com o boletim de ocorrência, Ruan foi localizado pela Guarda Civil Municipal (GCM) após o furto de uma lavadora de alta pressão da unidade de saúde. Ao ser abordado, ele não ofereceu resistência e confessou o crime, afirmando que pretendia revender o equipamento para sustentar seu vício em crack.
O delegado responsável fixou uma fiança de um salário mínimo, mas, como o valor não foi pago, Ruan permanece sob custódia. O equipamento furtado foi recuperado e devolvido à UBS.
Histórico de prisões
Este novo episódio é apenas mais um em uma série de passagens policiais que se acumulam desde o incidente de 2017:
- 2018: Preso em flagrante por furtar desodorantes em um supermercado em Mairiporã.
- 2019: Condenado a 4 anos e 8 meses de prisão pelo roubo de um celular e um agasalho. Chegou a fugir do regime semiaberto, sendo recapturado logo em seguida.
- 2022: Detido por tentativa de furto em um condomínio em Cotia.
- 2024: Preso novamente por furtar uma residência na Zona Oeste de São Paulo.
Relembre o caso original
Em junho de 2017, Ruan, então com 17 anos, foi rendido pelo tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis e pelo pedreiro Ronildo Moreira de Araújo em São Bernardo do Campo. A dupla acusou o jovem de tentar furtar uma bicicleta e, como forma de “justiça com as próprias mãos”, tatuou a frase ofensiva em seu rosto. O crime de tortura foi filmado e viralizou, gerando revolta e uma onda de solidariedade que arrecadou fundos para a remoção da tatuagem por meio de laser.
Maycon e Ronildo foram condenados na época pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. Embora a marca física na testa de Ruan tenha sido parcialmente removida após sessões de tratamento voluntário, o jovem continua lutando contra a dependência química, fator que a defesa e familiares apontam como o principal motor de sua trajetória recorrente no crime.




