O Secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto, tornou-se alvo de críticas e debates nas redes sociais e nos bastidores políticos após um episódio de mal-estar ocorrido no Litoral do estado. O ponto central da controvérsia é o fato de o gestor, responsável pela administração de toda a rede pública de saúde paranaense, ter optado por um hospital particular em vez de utilizar as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) que ele próprio gerencia.
O Contraste no Atendimento
A indignação popular, manifestada em publicações que circulam em plataformas como o Facebook, destaca o conceito de “dois pesos e duas medidas”. Enquanto a população local e os turistas dependem exclusivamente de unidades como o Hospital Regional do Litoral (HRL) — que frequentemente enfrenta desafios como superlotação e filas — a cúpula da saúde optou pelo setor privado diante de uma urgência.
- A crítica central: Se o serviço público é qualificado e recebe investimentos milionários do Estado, por que seus gestores não o utilizam em momentos de necessidade?
- A realidade do HRL: Relatos de usuários apontam preocupações com o tempo de espera e o risco de infecções hospitalares, contrastando com a agilidade do atendimento particular buscado pelo secretário.
Contexto e Desempenho da Saúde no Paraná
Beto Preto é uma figura central na política paranaense, tendo ganhado projeção nacional durante a gestão da pandemia. Recentemente, a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) tem focado na descentralização dos serviços e na construção de novos ambulatórios médicos especializados. No entanto, o episódio em Paranaguá levanta questionamentos sobre a confiança que a própria gestão deposita na eficiência operacional da rede pública em situações críticas.
Reações e Repercussão
Nas redes sociais, internautas questionam a “empatia administrativa”. O argumento é que, ao utilizar o SUS, o secretário teria uma visão direta e real das falhas que o cidadão comum enfrenta diariamente, como a falta de insumos ou a demora em exames.
”O gestor deveria sentir na pele o serviço que oferece à população. Ir para o particular é admitir que o público não é bom o suficiente para ele”, afirmou um usuário em comentário na postagem que originou a polêmica.
Até o momento, a assessoria da Secretaria de Saúde tem reforçado os investimentos feitos na região, mas o episódio reacende o debate sobre a ética da gestão pública e a utilização dos serviços estatais por quem os comanda.







