O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) usou suas redes sociais para se retratar publicamente com a população de Paranaguá, no litoral do Paraná, após uma gafe cometida durante uma transmissão ao vivo. Na ocasião, o parlamentar confundiu o gentílico dos moradores da cidade litorânea, chamados de parnanguaras, sugerindo erroneamente uma associação com povos indígenas.
A declaração gerou forte repercussão e críticas nas redes sociais e entre lideranças regionais. Diante do mal-estar criado no município histórico — a cidade mais antiga do Paraná —, Moro publicou um esclarecimento oficial pedindo desculpas pela confusão de termos. O senador argumentou que sua fala foi mal interpretada ou fruto de um equívoco de momento durante o debate dinâmico da live, reforçando seu respeito pela identidade histórica da população de Paranaguá e pela importância das comunidades tradicionais.
Debates indigenistas no radar
O episódio ocorre em um momento no qual as pautas envolvendo povos originários seguem no centro das atenções do Congresso Nacional e do Judiciário. Recentemente, Moro esteve envolvido ativamente em debates na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado como relator de propostas e defensor de pautas ligadas ao Marco Temporal, posicionamento que frequentemente o coloca sob escrutínio de entidades representativas e de direitos indígenas, como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).
Paralelamente, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal têm ampliado o rigor contra discursos considerados discriminatórios contra povos tradicionais no país, consolidando o entendimento de que falas públicas de autoridades que possam marginalizar ou descaracterizar comunidades nativas demandam retratações oficiais e reparações coletivas.
Com o pedido de desculpas, a assessoria do senador busca mitigar o impacto negativo de sua declaração na base eleitoral do litoral paranaense, reafirmando o compromisso do parlamentar com o desenvolvimento econômico e o respeito cultural à região de Paranaguá.
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