Lideranças da indústria, do agronegócio e do setor de serviços voltaram a pressionar o governo federal e o Congresso Nacional por medidas concretas para a redução do chamado “Custo Brasil”. Em posicionamentos recentes, representantes do setor produtivo apontam que a alta taxa de juros, o déficit em infraestrutura e o avanço de políticas classificadas como populistas continuam sufocando a competitividade das empresas brasileiras no mercado interno e externo.
A principal reclamação gira em torno dos entraves burocráticos e tributários que elevam os custos operacionais no país. Segundo entidades do setor industrial, a aprovação da reforma tributária foi um passo importante, mas a regulamentação das leis complementares precisa garantir a simplificação real do sistema sem aumentar a carga sobre os geradores de emprego. Além disso, os empresários cobram maior previsibilidade fiscal para atrair investimentos privados de longo prazo.
Outro ponto central da cobrança é a infraestrutura de transporte e logística. A falta de estradas pavimentadas, a subutilização de ferrovias e os custos portuários encarecem o escoamento da produção nacional em comparação com outros países emergentes. Para os líderes empresariais, sem uma agenda econômica que coloque a produtividade e a segurança jurídica no centro das decisões de Brasília, o crescimento sustentável do país permanecerá limitado.
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