O sentimento de “déjà vu” e a dor da impunidade voltaram a assombrar os sobreviventes e familiares das vítimas da Boate Kiss nesta semana. Após o incêndio que devastou o bar e discoteca Le Constellation, em Crans-Montana, na Suíça, na madrugada de Ano Novo de 2026, o grupo brasileiro manifestou solidariedade e indignação diante das semelhanças fatais entre os dois episódios.
O cenário da tragédia suíça
O incidente em Crans-Montana ocorreu por volta de 1h30 da manhã de 1º de janeiro. Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando funcionárias carregavam garrafas de champanhe com velas de faísca (sparklers). As chamas atingiram o teto de madeira do estabelecimento, que ficava no subsolo e possuía apenas uma escada estreita para evacuação.
- Vítimas: Ao menos 40 mortos e 115 feridos (muitos em estado grave).
- Perfil: A maioria das vítimas era composta por jovens e turistas internacionais.
- Causa provável: Uso inadequado de pirotecnia em ambiente fechado, agravado pela estrutura inflamável e falta de saídas de emergência adequadas.
”A história se repete”: A reação brasileira
Para a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), as notícias vindas da Europa reforçam a urgência de leis globais de segurança mais rígidas. “Parece que o mundo não aprendeu nada com Santa Maria”, afirmou um porta-voz do grupo.
A tragédia na Suíça ocorre em um momento sensível para os brasileiros, que em 2025 marcaram os 12 anos da Kiss ainda lutando pela conclusão dos processos judiciais e pela construção de um memorial no local onde 242 pessoas perderam a vida em 2013.
Balanço das tragédias em casas noturnas no mundo
Medidas internacionaisO presidente suíço, Guy Parmelin, classificou o episódio como “uma das piores tragédias da história do país”. Autoridades locais já iniciaram investigações criminais contra os responsáveis pelo bar, enquanto governos vizinhos, como Itália e França, auxiliam no tratamento dos queimados em unidades de terapia intensiva especializadas.







