Uma ação liderada pelo subprefeito da Lapa, Paulo Telhada, repercutiu intensamente nas redes sociais nesta semana. O ex-comandante da Rota (tropa de elite da Polícia Militar) utilizou uma arma de fogo para dar voz de prisão a cinco homens que atuavam ilegalmente como “flanelinhas” na Zona Oeste de São Paulo.
A abordagem ocorreu na última terça-feira, 6 de janeiro de 2026, nas proximidades do Museu da Imagem e do Som (MIS), na região da Praça Marechal Carlos Machado Bittencourt.
Detalhes da ocorrência
Segundo informações apuradas, Telhada identificou o grupo realizando cobranças coercitivas de motoristas que tentavam estacionar em via pública. Vídeos gravados por testemunhas mostram o subprefeito com a arma em punho rendendo os suspeitos até a chegada do apoio oficial.
- Prisões: Cinco indivíduos foram detidos.
- Antecedentes: Dois dos suspeitos já possuíam passagens criminais por roubo e receptação.
- Apoio: A Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada para conduzir os infratores à delegacia.
O posicionamento de Telhada
Em declarações oficiais e publicações em suas redes sociais, Paulo Telhada — que assumiu a Subprefeitura da Lapa em fevereiro de 2025 — reforçou que, apesar do cargo administrativo, mantém sua natureza de policial de carreira.
”A lei continua valendo, a autoridade segue presente e criminoso aqui não tem vez”, afirmou o subprefeito ao justificar a intervenção direta contra a extorsão de cidadãos.
Divergências e Repercussão
Embora o vídeo principal mostre a abordagem armada, surgiram relatos e vídeos complementares em fóruns locais sugerindo que houve momentos de diálogo antes da escalada da força. No entanto, a prefeitura e a assessoria do subprefeito mantêm o foco na legalidade da ação de combate à exploração ilegal do espaço público.
A prática de extorsão por guardadores de carro é um problema crônico em São Paulo, especialmente em áreas culturais e próximas a estádios, onde grupos chegam a cobrar valores entre R$ 50 e R$ 150 por vaga.







