TRE cassa chapa do PMB de Cristina Graeml e abre quarta vaga para o PT na Câmara de Curitiba

​O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) determinou a cassação de toda a chapa de vereadores do Partido da Mulher Brasileira (PMB) em Curitiba, sigla pela qual a jornalista Cristina Graeml disputou a prefeitura da capital paranaense. A decisão unânime seguiu o entendimento de que o partido cometeu fraude à cota de gênero nas eleições municipais, ao utilizar candidaturas femininas fictícias (as chamadas candidaturas “laranjas”).

​Com a anulação de todos os votos recebidos pelo PMB no pleito para o Legislativo municipal, o quociente eleitoral foi recalculado. Como consequência direta da redistribuição das vagas, o vereador eleito Bruno Secco perdeu o mandato. A cadeira na Câmara Municipal de Curitiba foi herdada por Matteus Henrique, representante do Partido dos Trabalhadores (PT), expandindo a bancada da Federação Brasil da Esperança para quatro parlamentares.

​Desdobramentos políticos e o futuro de Cristina Graeml

​A denúncia que levou à queda da chapa partiu de ações apresentadas pela oposição, que apontaram a existência de candidatas mulheres sem movimentação financeira real, gastos de campanha ou votação expressiva — em um dos casos apontados pela acusação, a candidata obteve votações irrisórias e não registrou sequer o próprio voto.

​Embora a decisão afete diretamente a composição da Câmara Municipal e a bancada do PMB, o cenário político local continuou a se movimentar:

  • Mudança partidária: Após o tensionamento interno vivido no partido durante o segundo turno das eleições para prefeito e as investigações judiciais, Cristina Graeml anunciou sua desfiliação do PMB.
  • Novas alianças para 2026: A jornalista, que despontou como uma das principais forças da direita curitibana ao alcançar o segundo turno, oficializou sua filiação a um novo partido e selou aliança com a base do governador Ratinho Júnior, projetando sua participação nas disputas majoritárias para as eleições gerais de 2026.

​A defesa da chapa cassada chegou a alegar ausência de irregularidades intencionais no preenchimento das vagas de gênero, mas o tribunal manteve o rigor na aplicação da legislação eleitoral que combate as fraudes de cotas no país.


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