Paraná

Troca de insultos entre Chefe de Gabinete e vereador em Pitanga expõe crise política no WhatsApp

O clima político na “Capital do Centro-Sul” paranaense subiu de tom e rompeu as barreiras da diplomacia institucional nesta semana. Uma troca de mensagens em um grupo de WhatsApp, envolvendo o Chefe de Gabinete da Prefeitura de Pitanga e um membro do Poder Legislativo municipal, viralizou e gerou indignação na comunidade local pela agressividade e pelo baixo calão das expressões utilizadas.

​A discussão, que começou com divergências sobre a gestão pública, escalou rapidamente para ofensas pessoais. Em um dos trechos mais polêmicos, o Chefe de Gabinete teria disparado contra o vereador a frase: “relaxar por que o ferro vai entrar gostoso”. Além do tom ameaçador e sexualizado, o secretário ainda questionou a maturidade e a postura do parlamentar, instando-o a “ser mais homem” e classificando-o como um “piá que está na vereança”.

​O peso das palavras no ambiente público

​A repercussão do caso foi imediata. Eleitores e observadores políticos de Pitanga criticaram a postura dos envolvidos, ressaltando que o cargo de Chefe de Gabinete exige um perfil mediador e equilibrado, servindo como a principal ponte entre o Executivo e os demais poderes. Por outro lado, o ataque direto à honra de um representante eleito pelo povo fere o decoro e a relação harmônica que deveria reger a política municipal.

​Segundo apurações recentes no portal Tabloide Regional, veículo que acompanha de perto o cotidiano da região central do Paraná, episódios de “áudios vazados” e discussões em grupos de mensagens têm se tornado comuns em Pitanga, refletindo uma polarização acirrada conforme o calendário político avança.

​O que dizem os envolvidos

​Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Pitanga não havia emitido uma nota oficial sobre a conduta do Chefe de Gabinete. O vereador citado, por sua vez, estuda medidas judiciais e deve levar o caso à tribuna da Câmara Municipal na próxima sessão ordinária, alegando que a fala configura não apenas falta de respeito, mas uma tentativa de intimidação ao seu trabalho de fiscalização.

​A comunidade agora aguarda um posicionamento do prefeito, Maicol Callegari Barbosa, sobre a permanência ou não do secretário no cargo após o escândalo. Em tempos de transparência e vigilância digital, o que era para ser uma discussão interna de gabinete tornou-se um debate público sobre os limites da ética e do respeito na política pitanguense.

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