Trump adverte Delcy Rodríguez e afirma que nova liderança venezuelana pode pagar “preço maior” que Maduro
O cenário político na América Latina sofreu uma guinada dramática neste início de 2026. Após uma operação militar de larga escala que resultou na captura e extradição de Nicolás Maduro para os Estados Unidos, o presidente Donald Trump elevou o tom das ameaças contra a vice-presidente Delcy Rodríguez, agora reconhecida pelas Forças Armadas locais como a líder interina do país.
Em declarações recentes, Trump foi enfático ao afirmar que Rodríguez enfrentará consequências severas caso não colabore com as diretrizes de Washington para uma “transição democrática”.
”Se sua sucessora Rodríguez não fizer a coisa certa, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, declarou o líder americano em entrevista à revista The Atlantic.
O ultimato de Washington e o controle do petróleo
As ameaças de Trump ocorrem em um momento de extrema tensão. No último sábado (3), forças americanas realizaram ataques aéreos em pontos estratégicos de Caracas para capturar Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sob acusações de narcotráfico. Agora, com Maduro em solo americano aguardando julgamento, o foco se voltou para o futuro das reservas energéticas venezuelanas.
O governo Trump não esconde o interesse comercial na região. O presidente afirmou que os EUA estão prontos para “administrar” a Venezuela e reativar a indústria petrolífera por meio de empresas americanas.
- Condição para diálogo: O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou que qualquer parceria depende de “decisões corretas”, incluindo o fim do suposto apoio a grupos terroristas e a reestruturação do setor de energia.
- Resistência em Caracas: Delcy Rodríguez respondeu às ameaças afirmando que a Venezuela “nunca mais será uma colônia” e exigiu a libertação imediata de Maduro, embora tenha sinalizado em suas redes sociais uma abertura para “relações respeitosas” dentro do direito internacional.
Reação Internacional e Crise Regional
A ofensiva americana dividiu o continente. Enquanto países como a Argentina celebraram o que chamam de “avanço da liberdade”, o governo brasileiro, junto a nações como México e Chile, condenou a intervenção, classificando-a como um precedente perigoso para a paz e a soberania regional.
O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a legalidade da operação, enquanto a Rússia e a China, aliados históricos do regime chavista, denunciaram a ação como uma “agressão armada” imperialista.
Próximos passos
A situação permanece fluida. Com o reconhecimento militar de Delcy Rodríguez como presidente interina, resta saber se ela conseguirá manter o controle interno diante do cerco diplomático e militar dos EUA. Trump, por sua vez, mantém a opção de “botas no chão” (tropas terrestres) sobre a mesa, caso a nova liderança não siga o roteiro estabelecido pela Casa Branca.







