O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom em relação ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante uma entrevista ao programa The Axios Show. Ao ser questionado sobre o perfil de lideranças globais, Trump classificou Lula como uma pessoa “muito volátil” e declarou abertamente que não se importa com o líder do Brasil.
”Não sou fã nem desgosto. Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Muito volátil”, afirmou o republicano. Apesar da crítica, Trump ponderou que “você não chega a esse nível sem ser inteligente”, reconhecendo a capacidade política do brasileiro.
O pano de fundo da crise diplomática
A declaração de Trump não ocorre no vácuo. Ela consolida uma semana de forte desgaste na diplomacia entre Brasília e Washington, que se intensificou após o encerramento da cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França.
O mal-estar escalou devido a fatores recentes de fricção:
- Tarifas e segurança: O governo dos EUA adotou novas sobretaxas a produtos brasileiros e anunciou a intenção de classificar facções criminosas que atuam no Brasil como organizações terroristas. Lula chamou a postura de Trump de “desaforo” e criticou o que chamou de comportamento de “imperador”.
- Recado no G7: Ao deixar o evento na França, Lula mandou um recado direto ao americano para que “não se meta nas eleições do Brasil”. Em resposta, Trump declarou que o Brasil se tornou “politicamente perigoso” e criticou de forma confusa as recentes decisões do STF contra aliados da oposição brasileira, confundindo termos jurídicos e familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A troca de farpas públicas põe fim ao breve clima de neutralidade pragmática ensaiado pelos dois presidentes em reuniões bilaterais anteriores e coloca as relações entre os dois maiores países das Américas em uma fase de visível distanciamento e incerteza.
Descubra mais sobre O expresso Br
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



