Internacional

Trump e ex-embaixador elevam tom contra Venezuela com ameaça de ataques a alvos estratégicos

​A tensão entre Washington e Caracas atingiu um novo ápice neste fechamento de 2025. Em declarações recentes que ecoam nos bastidores da diplomacia nas Américas, o ex-embaixador da Colômbia nos Estados Unidos, Francisco Santos, afirmou categoricamente que o presidente Donald Trump “precisa explodir alguns alvos na Venezuela ou parecerá fraco”. A fala reflete a pressão crescente de setores conservadores para que a Casa Branca abandone a retórica e parta para ações militares diretas contra o regime de Nicolás Maduro.

​A escalada militar em dezembro de 2025

​Diferente de mandatos anteriores, a atual administração Trump tem demonstrado que as ameaças não são apenas diplomáticas. Nos últimos dias de dezembro, o cenário de confronto evoluiu de sanções econômicas para operações táticas de campo:

  • Ataque a infraestrutura: Na última segunda-feira (29), Trump confirmou que os EUA realizaram o que chamou de “primeiro ataque terrestre” contra uma instalação portuária na costa venezuelana. Segundo o presidente, o local era um ponto de escoamento de drogas.
  • Operações da CIA: Relatórios de inteligência indicam que a CIA recebeu autorização direta para conduzir operações secretas em território venezuelano, utilizando inclusive drones para atacar alvos logísticos ligados ao cartel de Los Soles.
  • Cerco Naval: Uma frota massiva, incluindo o maior porta-aviões do mundo, permanece posicionada no Caribe, impondo o que analistas chamam de “quarentena naval” para impedir a exportação de petróleo e a importação de armas.

​O dilema da “fraqueza” versus intervenção

​Para Francisco Santos e outros aliados regionais, Trump está em uma encruzilhada de imagem. A análise é de que, após prometer “mão de ferro” contra regimes autoritários na América Latina, a manutenção do status quo de Maduro enfraqueceria a credibilidade dos EUA perante o mundo, especialmente diante da crescente influência da China e da Rússia na região.

​”A falta de resultados concretos gera insatisfação. Sem uma estratégia de impacto, a percepção é de que os EUA estão apenas latindo sem morder”, sugerem fontes diplomáticas em Washington.

​Reação de Caracas

​Nicolás Maduro, por sua vez, classificou as ações como “pirataria internacional” e “terrorismo de Estado”. Durante cerimônia nesta terça-feira (30), o líder venezuelano acusou os EUA de espalharem notícias falsas para justificar uma invasão e reforçou a lealdade das forças armadas locais (FANB), que permanecem em alerta máximo nas fronteiras.

A comunidade internacional observa com cautela. Enquanto países vizinhos temem uma crise migratória ainda maior, o mercado de petróleo reage com volatilidade às incertezas sobre o controle das reservas venezuelanas, que Trump já sugeriu tratar como “ativos dos EUA” em compensação pelos custos do conflito.

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