Trump faz ultimato e Irã promete resposta a eventual ataque dos Estados Unidos

O cenário geopolítico no Oriente Médio atingiu um novo ápice de tensão nesta semana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais e declarações oficiais para lançar um ultimato direto ao regime de Teerã: ou o país aceita negociar um novo acordo nuclear “justo e equitativo” imediatamente, ou enfrentará uma ofensiva militar de proporções superiores à Operação Martelo da Meia-Noite, realizada em junho do ano passado.

​Em tom de ameaça, Trump confirmou o deslocamento de uma “enorme armada” em direção à região, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln. O presidente americano destacou que “o tempo está se esgotando” e que a nova frota é ainda mais poderosa do que a mobilizada recentemente na crise da Venezuela.

​A Resposta de Teerã

​A reação do Irã foi imediata e igualmente contundente. O governo de Masoud Pezeshkian e as Forças Armadas iranianas declararam que qualquer movimentação hostil será tratada como o “início de uma guerra”.

  • Prontidão Militar: O exército iraniano afirmou que manterá suas “vantagens estratégicas” e que a resposta a qualquer agressão será “esmagadora e causará arrependimento”.
  • Condição para o Diálogo: A diplomacia iraniana reiterou que está aberta a negociações baseadas no respeito mútuo, mas descartou qualquer diálogo realizado sob “ameaças, exigências excessivas e intimidação militar”.

​Contexto de Instabilidade Interna

​A escalada externa ocorre em um momento de fragilidade doméstica para o governo iraniano. O país enfrenta uma onda massiva de protestos antigoverno, motivados pela crise econômica e pela desvalorização do rial. Estimativas de ONGs de direitos humanos sugerem que milhares de pessoas morreram na repressão aos manifestantes desde o final de dezembro de 2025.

​Trump tem sinalizado apoio aos manifestantes, afirmando que “a ajuda está a caminho”, o que Teerã classifica como uma “incitação à violência” e interferência direta em assuntos soberanos.

​Impactos Globais

​O mercado internacional já sente os reflexos do conflito retórico:

  1. Petróleo: O preço do barril registrou alta devido ao risco de bloqueio no Estreito de Ormuz.
  2. Mercado Financeiro: Houve uma corrida por ativos de segurança, levando o ouro e a prata a patamares recordes de valorização nesta quinta-feira (29).

​A comunidade internacional observa com cautela, enquanto líderes mundiais buscam canais de mediação para evitar que o “fósforo” da retórica incendeie um conflito direto em larga escala.

​📸: West Asia News Agency via REUTERS/ REUTERS/Rebecca Cook

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