Trump, Maduro e Delcy Rodríguez protagonizam cenário de tensão e celebração após ofensiva militar na Venezuela
O cenário político na América Latina sofreu uma reviravolta histórica neste início de 2026. Após a operação militar denominada “Resolução Absoluta”, conduzida pelos Estados Unidos sob as ordens de Donald Trump, a comunidade internacional e os venezuelanos residentes no exterior reagiram com uma mistura de euforia e repúdio. A ação resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados a Nova York para enfrentar julgamento por acusações de narcoterrorismo.
Reações na América Latina e no Mundo
Desde o anúncio oficial da queda de Maduro, ruas de diversas capitais tornaram-se palcos de manifestações intensas:
- Celebrações: Em Doral, na Flórida (EUA), e em Buenos Aires (Argentina), milhares de venezuelanos saíram às ruas com bandeiras e cartazes de “Libertad”. O governo argentino de Javier Milei foi um dos primeiros a celebrar oficialmente a captura, classificando-a como o fim de uma ditadura.
- Repúdio e Protestos: Por outro lado, em cidades como São Francisco, Nova York e em capitais latino-americanas como Bogotá e Cidade do México, grupos de manifestantes e movimentos sociais protestaram contra o que chamam de “agressão imperialista”. Em Caracas, o chavismo militante permanece mobilizado, exigindo a “devolução” de Maduro e classificando o ato como um sequestro.
O Governo Interino e a Ameaça de Trump
Apesar da detenção de Maduro, a estrutura de poder em Caracas tenta se reorganizar. O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ) determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a presidência interina. Rodríguez, em pronunciamento recente, afirmou que o governo permanece unido e que Maduro continua sendo o líder legítimo.
Contudo, a tensão escalou nas últimas horas após Donald Trump declarar que a vice-presidente poderá “pagar um preço maior” caso não facilite uma transição controlada pelos interesses norte-americanos. Trump reiterou que os EUA pretendem administrar os recursos estratégicos do país, especialmente as reservas de petróleo, até que novas eleições sejam estabelecidas.
Posicionamento do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou veementemente a intervenção, afirmando que os EUA “ultrapassaram uma linha inaceitável” ao violar a soberania de um país vizinho. O Itamaraty convocou reuniões de emergência e reforçou o monitoramento na fronteira norte, em Pacaraima, que chegou a ser fechada temporariamente por autoridades venezuelanas durante o auge da operação.
O que esperar agora
O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir nesta segunda-feira para discutir a legalidade da intervenção e os riscos de uma desestabilização regional em larga escala. Enquanto isso, o mundo aguarda as primeiras imagens de Maduro no tribunal federal de Nova York, um evento que promete ser o marco jurídico e político definitivo desta crise.







