O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou nesta segunda-feira (19) sua ofensiva diplomática e econômica para obter o controle da Groenlândia, afirmando que “chegou a hora” de Washington tomar providências definitivas sobre o território. Em publicações em sua rede social, Truth Social, Trump acusou a Dinamarca de ser incapaz de proteger a ilha contra a crescente influência da Rússia e da China no Ártico.
O ultimato de Washington
Segundo o presidente americano, a OTAN alerta Copenhague há mais de duas décadas sobre a necessidade de afastar a ameaça russa da região, mas o governo dinamarquês teria falhado nessa missão. “Agora é a hora, e isso será feito!”, declarou Trump, reforçando que a posse do território é uma questão de “segurança nacional” para os EUA.
A estratégia de Trump para 2026 não se limita à retórica. O governo americano já anunciou medidas práticas:
- Tarifas Punitivas: A partir de 1º de fevereiro, os EUA aplicarão uma tarifa de 10% sobre produtos de oito nações europeias (incluindo Dinamarca, Alemanha, França e Reino Unido) que se opuserem aos seus planos.
- Escalada Econômica: Caso não haja um acordo para a “compra total” da ilha, as tarifas subirão para 25% em junho.
- Uso da Força: O governo não descartou explicitamente o uso de meios militares, especialmente após a recente movimentação de tropas europeias para a Groenlândia a pedido da Dinamarca.
A resistência europeia
A reação do bloco europeu foi imediata. No último domingo (18), líderes de oito países assinaram uma declaração conjunta reafirmando a soberania dinamarquesa e classificando a postura de Trump como “chantagem econômica”. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reiterou que a Groenlândia não está à venda e que o futuro do território deve ser decidido exclusivamente por seus habitantes e por Copenhague.
Por que a Groenlândia agora?
Especialistas apontam que o interesse renovado de Trump em 2026 se deve a três fatores principais:
- Domo de Ouro: A ilha é vista como peça fundamental para o novo sistema de defesa antimísseis dos EUA.
- Recursos Naturais: O degelo do Ártico está expondo vastas jazidas de terras raras, petróleo e gás, essenciais para a disputa tecnológica com a China.
- Geopolítica: Com a Rússia expandindo bases militares no Norte, Trump deseja transformar a Groenlândia em um “posto avançado” americano inexpugnável.




