Internacional

Trump sugere ação militar na Colômbia e eleva tensão com Gustavo Petro

O cenário geopolítico na América Latina atingiu um novo nível de instabilidade neste domingo (4). A bordo do avião presidencial Air Force One, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma eventual operação militar na Colômbia “soa bem” para ele. A declaração ocorre menos de 24 horas após a dramática incursão das forças americanas em Caracas, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

​Ao ser questionado por jornalistas sobre se a Colômbia poderia ser o próximo alvo, Trump não hesitou em elevar o tom contra o presidente colombiano Gustavo Petro. O líder republicano descreveu o país vizinho como “muito doente” e acusou diretamente Petro de envolvimento com o narcotráfico.

​”A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos. E ele não vai fazer isso por muito tempo”, declarou Trump.

​Reações e o Contexto Regional

​A resposta de Bogotá foi imediata. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia emitiu um comunicado oficial condenando as falas de Trump, classificando-as como uma ameaça à soberania de um Estado democrático. Gustavo Petro, que já vinha criticando a operação americana na Venezuela como um “ataque à soberania da América Latina”, alertou anteriormente para que os EUA não “acordassem a onça-pintada”.

​A tensão entre as duas nações vem escalando desde o final de 2025, marcada por:

  • Sanções Financeiras: Trump já impôs sanções a Petro e a membros de seu gabinete, acusando-os de transformar o país em uma “fábrica de cocaína”.
  • Rompimento de Cooperação: Houve suspensão parcial de intercâmbio de inteligência e retirada de apoio econômico histórico para o combate ao crime organizado.
  • Crise de Refugiados: Com a queda de Maduro e a posse da vice-presidente Delcy Rodríguez como líder interina na Venezuela sob vigilância americana, a Colômbia prepara um estado de emergência na fronteira para lidar com um possível fluxo massivo de refugiados.

​O que esperar a seguir

​Especialistas em política internacional observam que a retórica de Trump pode sinalizar uma mudança drástica na Doutrina Monroe para o século XXI. Enquanto o governo colombiano busca apoio em blocos regionais como o Chile e o México, que também expressaram preocupação com as ações unilaterais de Washington, a Casa Branca mantém a pressão, sugerindo que o combate aos cartéis justificaria intervenções diretas em território sul-americano.

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