Internacional

Turistas brasileiros deixam a Venezuela após ofensiva dos EUA

A crise na América Latina atingiu um novo patamar neste fim de semana. Após os ataques militares coordenados pelos Estados Unidos contra alvos estratégicos na Venezuela, que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro, cerca de 100 turistas brasileiros conseguiram cruzar a fronteira de volta ao Brasil.

​O grupo, que estava em território venezuelano quando a ofensiva começou na madrugada de sábado (3), atravessou a linha divisória em Pacaraima (RR). Segundo o governo brasileiro, a operação de saída foi acompanhada pelo vice-consulado do Brasil em Santa Elena de Uairén e contou com a colaboração de autoridades locais para garantir a segurança dos civis.

​Posicionamento do Brasil e atuação internacional

​O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu prontamente aos eventos. Em nota oficial, o Brasil condenou o ataque, classificando-o como uma “violação do direito internacional”.

Pontos principais da resposta brasileira:

  • Reunião de Emergência: No sábado, ministros se reuniram no Itamaraty para monitorar a situação da fronteira e a segurança de brasileiros ainda presentes no país vizinho.
  • Conselho de Segurança da ONU: O Brasil confirmou sua participação na reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, marcada para esta segunda-feira (5). O país irá como convidado para reforçar o pedido de diálogo e repudiar o uso da força militar unilateral.
  • Reconhecimento Diplomático: A diplomacia brasileira informou que, na ausência de Maduro, reconhece a vice-presidente Delcy Rodríguez como a autoridade interina no comando da Venezuela.

​O cenário na Venezuela após os ataques

​A operação americana, confirmada pelo presidente Donald Trump, utilizou cerca de 150 aeronaves e atingiu bases militares e centros de comando em Caracas e outras regiões. Trump afirmou que a ação visa “restabelecer a ordem” e combater o narcoterrorismo, anunciando que Maduro já foi levado para os Estados Unidos, onde deve enfrentar julgamento em Nova York.

​Enquanto isso, o clima nas ruas venezuelanas é de incerteza:

  1. Restrições: Aeroportos permanecem fechados, o que tem impedido a saída de outros estrangeiros, incluindo jogadores de futebol brasileiros que atuam no país.
  2. Serviços: Relatos apontam interrupções intermitentes de energia e internet em diversas cidades.
  3. Fronteira: Em Roraima, o Exército Brasileiro e a Polícia Federal reforçaram o monitoramento, mas a fronteira permanece aberta para o fluxo humanitário e o retorno de nacionais.

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