União Europeia, Kallas e líderes internacionais pedem moderação e respeito à soberania na Venezuela
Em meio à drástica escalada de tensão na América Latina, a União Europeia (UE) manifestou-se oficialmente neste domingo, 4 de janeiro de 2026, defendendo a “calma e moderação” após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro. Através de um comunicado liderado pela chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, os europeus reiteraram que qualquer transição política deve ser pautada pela vontade do povo venezuelano e pelo cumprimento estrito do direito internacional.
Posicionamento do Bloco Europeu
A declaração, que contou com o apoio de 26 dos 27 Estados-membros (com exceção da Hungria), enfatiza que a restauração da democracia no país sul-americano não pode ocorrer por meio da violência.
”O direito do povo venezuelano de determinar seu próprio futuro deve ser respeitado”, afirmou Kallas.
Apesar de a UE manter a postura de que Maduro carece de legitimidade democrática, o bloco demonstrou preocupação com a soberania nacional e a integridade territorial da Venezuela diante da intervenção estrangeira direta.
Pontos principais da declaração da UE:
- Transição Democrática: Apoio a um processo pacífico e liderado pelos próprios venezuelanos.
- Direito Internacional: Apelo ao respeito à Carta das Nações Unidas e ao papel do Conselho de Segurança da ONU.
- Direitos Humanos: Exigência da libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos.
- Proteção Consular: Força-tarefa coordenada para garantir a segurança de cidadãos europeus residentes na Venezuela.
Reações divergentes no cenário mundial
Enquanto a União Europeia busca um caminho diplomático e multilateral, outros atores globais apresentam visões contrastantes. O governo de Donald Trump, que assumiu o controle temporário da administração do país para gerir recursos como o petróleo, justifica a ação como uma “libertação”.
Por outro lado, países como México, Chile e Colômbia condenaram a intervenção armada, alertando para os perigos de um precedente de ingerência estrangeira na região. Já a Rússia classificou o ataque como um “ato de agressão” e exigiu esclarecimentos imediatos sobre o paradeiro e a integridade física de Maduro.
O que esperar agora
O cenário em Caracas permanece de extrema incerteza. Com o aumento do número de mortos nos confrontos iniciais e a transferência de Maduro para um centro de detenção em Nova York, a comunidade internacional aguarda os próximos passos do Conselho de Segurança da ONU, onde a União Europeia espera que as discussões sobre o futuro institucional venezuelano sejam centralizadas.







