Comercio

Venezuela detém maior reserva de petróleo do mundo sob vigilância de Trump e Maduro

​O cálculo que projeta o valor das reservas venezuelanas em US$ 18,4 trilhões baseia-se na cotação atual do barril de petróleo Brent (referência internacional), que opera na casa dos US$ 60,75. Com 303,2 bilhões de barris certificados, a Venezuela supera gigantes como a Arábia Saudita (267 bilhões) e o Irã (208 bilhões), detendo cerca de 17% de todo o petróleo global.

​O Cenário Político e a “Corrida pelo Ouro Negro”

​A recente escalada de tensão, marcada pela operação dos Estados Unidos que resultou na captura e prisão de Nicolás Maduro no início de 2026, alterou profundamente as expectativas do mercado. O presidente norte-americano, Donald Trump, tem enfatizado o interesse estratégico no setor, citando a palavra “petróleo” repetidas vezes em seus pronunciamentos oficiais e anunciando planos para uma transição de poder que facilite a abertura do mercado venezuelano para petroleiras americanas, como a Chevron.

​Atualmente, a dinâmica de exportação é um dos pontos de maior atrito:

  • Influência Chinesa: Cerca de 80% do petróleo venezuelano é exportado para a China, tornando o país um tabuleiro sensível na disputa Washington-Pequim.
  • Produção em Declínio: Apesar da riqueza no subsolo, a extração real é de apenas 1,1 milhão de barris por dia (cerca de 1% da produção mundial), reflexo de anos de falta de investimento, má gestão e sanções internacionais.

​Impacto no Mercado e Futuro

​Analistas de mercado, incluindo o banco Goldman Sachs, preveem que o impacto nos preços globais de combustível será limitado no curto prazo, uma vez que a infraestrutura venezuelana exige bilhões em investimentos e anos de trabalho para retomar sua capacidade total. Contudo, a possibilidade de o país se tornar uma “superpotência energética” novamente pressiona as projeções de longo prazo e pode reconfigurar as alianças dentro da Opep+.

​Enquanto a vice-presidente Delcy Rodríguez assume o comando interino em Caracas e Maduro aguarda julgamento em Nova York, o mundo observa se os trilhões de dólares enterrados no cinturão do Orinoco serão finalmente convertidos em recuperação econômica para a população venezuelana ou se permanecerão como o centro de um conflito sem fim.

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