Venezuela e Irã reforçam aliança estratégica contra pressões navais e sanções dos Estados Unidos
Em um momento de escalada nas tensões geopolíticas no Caribe, o governo da Venezuela anunciou que o Irã ofereceu cooperação “em todos os âmbitos” para o país sul-americano enfrentar o que classifica como “pirataria e terrorismo internacional” praticados pelos Estados Unidos.
A declaração ocorreu após uma conferência telefônica realizada neste fim de semana entre o chanceler venezuelano, Yván Gil, e o seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi. O movimento marca uma resposta direta às recentes operações navais norte-americanas que resultaram na interceptação de petroleiros vinculados ao comércio de óleo cru venezuelano.
O contexto da crise: Bloqueio e interceptações
A tensão atingiu um novo patamar após o governo de Donald Trump reafirmar um “bloqueio total” a navios que transportam petróleo sancionado. Somente nas últimas semanas de dezembro de 2025, os EUA interceptaram pelo menos três navios petroleiros em águas internacionais próximas à Venezuela.
- A acusação dos EUA: A procuradora-geral americana, Pam Bondi, afirmou que as embarcações fazem parte de uma “frota fantasma” que financia o “narcoterrorismo” na região.
- A resposta de Caracas: O governo de Nicolás Maduro classifica as apreensões como “sequestro” e “roubo”, apelando ao Conselho de Segurança da ONU para discutir a agressão militar.
Apoio “em todos os âmbitos”
Durante o diálogo diplomático, o Irã — que possui um acordo estratégico de cooperação de 20 anos com a Venezuela — garantiu solidariedade plena. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela, a ajuda oferecida por Teerã abrange áreas críticas:
- Defesa e Segurança: Reforço na vigilância e resistência a táticas de interceptação naval.
- Energia: Continuidade do intercâmbio de tecnologia e insumos para a indústria petrolífera, apesar do cerco financeiro.
- Diplomacia Multilateral: Coordenação em fóruns internacionais para denunciar o unilateralismo das sanções.







