Vigilantes fazem protesto em Maringá contra atrasos salariais em terceirizada do Governo Ratinho Junior

Vigilantes da Delegacia de Maringá paralisam atividades e realizam protesto nesta quarta-feira devido a atrasos salariais de empresa terceirizada do Governo do Paraná
Maringá enfrenta uma paralisação nos serviços de segurança pública nesta semana. Os vigilantes terceirizados que prestam serviços na Delegacia de Maringá confirmaram que farão uma manifestação nesta quarta-feira, 17 de junho, a partir das 9 horas, em frente à unidade policial. O motivo do protesto é o atraso sistemático no pagamento de salários e benefícios por parte da empresa contratada pelo Governo do Estado, liderado por Ratinho Junior.
De acordo com representantes da categoria, os trabalhadores estão há semanas sem receber os vencimentos correspondentes ao último mês, além de enfrentarem irregularidades nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e atrasos no vale-alimentação. A situação financeira insustentável motivou o grupo a cruzar os braços para exigir uma postura imediata tanto da empresa terceirizada quanto da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP).

Impacto e reivindicações

Os vigilantes ressaltam que a falta de pagamentos afeta diretamente o sustento de dezenas de famílias e que as tentativas de negociação amigável com a empresa contratada esgotaram-se.

“Trabalhamos diariamente com a segurança de órgãos públicos e da população, mas fomos deixados sem o básico para colocar comida na mesa. O ato na delegacia é um pedido de socorro e uma cobrança por responsabilidade”, afirmou um dos manifestantes que preferiu não se identificar.

A escolha da Delegacia de Maringá como ponto de encontro busca chamar a atenção das autoridades estaduais para a falta de fiscalização sobre os contratos de terceirização. A categoria exige que o Governo do Estado retenha os repasses devidos à empresa contratada e efetue o pagamento direto aos trabalhadores, medida que já foi adotada em situações semelhantes no estado.

O outro lado

O Governo do Estado do Paraná e a Secretaria de Segurança Pública informaram, em notas recentes sobre contratos da área, que realizam os repasses rigorosamente em dia para as empresas parceiras e que cabe às prestadoras de serviço cumprir as obrigações trabalhistas. O Estado prometeu notificar a empresa responsável para regularizar a situação sob pena de multas e rescisão contratual.
Até o momento do fechamento desta matéria, a empresa terceirizada responsável pelo lote de vigilância da região não havia se manifestado publicamente sobre o cronograma de quitação dos salários atrasados.


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