Em um desdobramento que pegou a comunidade internacional de surpresa, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, utilizou seu mais recente encontro com o ex-presidente e atual candidato à Casa Branca, Donald Trump, para apresentar o que chamou de “Plano de Vitória”. Durante a conversa, Zelensky sinalizou que os termos para um possível acordo de paz já estariam com 90% de avanço em sua formulação estratégica.
O teor do encontro
O encontro, ocorrido na Trump Tower em Nova York, marcou um momento de distensão após meses de retórica ácida entre o republicano e o líder ucraniano. Zelensky busca garantir o apoio dos Estados Unidos independentemente do resultado das eleições de novembro, enquanto Trump mantém sua promessa de encerrar o conflito “em 24 horas” caso seja eleito.
Os principais pontos discutidos incluíram:
- Fortalecimento Militar: A necessidade de garantias de segurança para evitar futuras agressões russas.
- Diplomacia Direta: O uso da influência de Trump para trazer a Rússia à mesa de negociações em condições favoráveis a Kiev.
- Reconstrução Econômica: O papel das empresas americanas na futura Ucrânia pós-guerra.
O “Fator 90%”
A afirmação de que o plano avançou 90% refere-se à consolidação das exigências ucranianas e aos preparativos para uma segunda Cúpula da Paz. Zelensky enfatizou que os passos restantes dependem da determinação dos aliados em fornecer o suporte necessário para que a Rússia se sinta compelida a negociar seriamente.
”Decidimos encontrar-nos pessoalmente para discutir os detalhes do Plano de Vitória. Estamos muito próximos de definir os termos que podem garantir uma paz justa”, afirmou Zelensky após a reunião.
Reação de Donald Trump
Trump, por sua vez, moderou o tom. Embora não tenha detalhado como pretende forçar um acordo, elogiou a disposição de Zelensky e reiterou que possui um “bom relacionamento” tanto com o presidente ucraniano quanto com Vladimir Putin. “Temos um objetivo comum: queremos que esta guerra termine e que vidas sejam salvas”, declarou o republicano.
Análise: O que esperar agora?
O movimento de Zelensky é visto por analistas como uma tentativa de “blindar” a Ucrânia contra uma possível mudança de política externa nos EUA. Ao dizer que o acordo está quase pronto, ele coloca a responsabilidade da finalização nas mãos das grandes potências, exigindo rapidez no envio de armamentos de longo alcance para consolidar os 10% restantes do plano no campo de batalha.







