O empresário Saul Klein, filho do fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, foi condenado pela Justiça do Trabalho ao pagamento de uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. A decisão, que repercute em 2026 como um dos marcos no combate ao tráfico de pessoas, fundamenta-se na denúncia de que Klein mantinha um esquema sistemático de exploração sexual de mulheres e adolescentes.
A condenação é resultado de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que detalhou como o empresário utilizava sua fortuna e influência para aliciar vítimas com falsas promessas de emprego, submetendo-as a condições análogas à escravidão e abusos sexuais em sua propriedade em Alfaville e em um sítio em Itu.
Os principais pontos do caso e atualizações
- As acusações: Saul Klein responde por crimes como favorecimento à prostituição, exploração sexual de vulneráveis, aliciamento e organização criminosa.
- O “Modus Operandi”: Segundo as investigações, o réu mantinha uma estrutura de “casting” onde mulheres eram selecionadas e mantidas sob controle para atender aos seus desejos, muitas vezes sob ameaça ou coerção econômica.
- Destinação da multa: O valor de R$ 30 milhões será revertido para instituições sem fins lucrativos focadas no apoio a vítimas de violência e tráfico humano.
- Disputa de Herança (2025/2026): Recentemente, a defesa de Saul Klein entrou com pedidos na Justiça para antecipar sua parte na herança bilionária de Samuel Klein (falecido em 2014), alegando altos custos médicos com internações e cuidadores. O pedido gerou forte oposição de outros herdeiros, que argumentam que os recursos poderiam ser usados para financiar atividades ilícitas.
Nota de Contexto: A empresa Casas Bahia (Grupo Casas Bahia) reforça em seus comunicados que Saul Klein não possui qualquer vínculo com a companhia desde 2009, quando vendeu sua participação societária, e que a gestão atual não possui relação com os atos investigados.
Impacto na família Klein
Além do processo contra Saul, investigações jornalísticas recentes, como o podcast “Caso K”, trouxeram à tona alegações similares que pesavam contra o patriarca Samuel Klein, sugerindo que o padrão de conduta abusiva permeava gerações da família sob o silêncio de estruturas de poder.
Atualmente, enquanto Saul lida com o agravamento de seu estado de saúde, os desdobramentos criminais continuam sob segredo de Justiça, visando proteger a identidade das dezenas de vítimas que romperam o silêncio.




