A taxa de desocupação no Brasil voltou a crescer e atingiu 5,8% no trimestre móvel encerrado em abril, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o contingente de desempregados no país chegou a 6,3 milhões de pessoas, registrando uma alta de 8% em comparação com o trimestre anterior, terminado em janeiro.
Apesar do aumento recente no número de pessoas em busca de oportunidade, analistas destacam que o patamar atual ainda demonstra resiliência no mercado de trabalho. O índice de 5,8% representa o menor valor registrado para um trimestre encerrado em abril em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em igual período do ano passado, por exemplo, a taxa de desemprego medida pelo órgão estava em 6,6%.
De acordo com o levantamento, a população ocupada no país foi estimada em 102,3 milhões de trabalhadores, o que indica uma leve retração de 0,3% frente ao trimestre anterior, mas expressa uma expansão de 1,1% no confronto anual. O nível da ocupação — indicador que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está efetivamente empregada — ficou em 58,4%.
Por outro lado, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores segue em patamar elevado. A renda média atingiu a marca histórica de R$ 3.732, mantendo estabilidade estatística em relação ao trimestre encerrado em janeiro e acumulando um avanço expressivo de 5,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O mercado financeiro já previa uma oscilação na taxa para este período do ano devido a fatores sazonais. A mediana das projeções coletadas por agências de notícias indicava que o índice ficaria em torno de 5,9%, fazendo com que os 5,8% oficiais divulgados pelo instituto ficassem ligeiramente abaixo das expectativas mais pessimistas do setor.
📷: Marcelo Camargo/Agência Brasil





