Uma denúncia grave sacudiu os bastidores políticos de Paranaguá nesta semana. Uma servidora municipal registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Cidadã contra o atual Chefe de Gabinete da prefeitura, acusando-o de prática de assédio sexual. O caso, que já circula intensamente nas redes sociais, coloca a administração municipal sob os holofotes e levanta questionamentos sobre a segurança e o ambiente de trabalho no funcionalismo público local.
Os Detalhes da Denúncia
De acordo com informações preliminares, a servidora relatou episódios de conduta imprópria que teriam ocorrido dentro do ambiente institucional. O registro na Polícia Civil é o primeiro passo de um processo que deve incluir a oitiva de testemunhas e a análise de possíveis provas (mensagens ou registros internos).
É importante destacar uma correção que circulou nos grupos de notícias da região:
Nota de esclarecimento: Informações inicialmente compartilhadas via WhatsApp pelo canal QAP Litoral Notícias mencionavam erroneamente o Secretário de Governo. A denúncia oficial, conforme retificado e confirmado por publicações em redes sociais e registros policiais, aponta diretamente para o Chefe de Gabinete.
O posicionamento da Prefeitura
Até o momento, a Prefeitura de Paranaguá mantém cautela sobre o tema. Em casos de assédio envolvendo servidores comissionados ou de carreira, o protocolo padrão exige:
- O afastamento preventivo do acusado para não interferir nas investigações.
- A abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
- Apoio psicológico e institucional à vítima.
Próximos Passos na Justiça
O crime de assédio sexual, previsto no Artigo 216-A do Código Penal, configura-se pelo ato de constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico. Se condenado, o servidor pode enfrentar pena de detenção de um a dois anos, além da perda do cargo público.
A Polícia Civil deve solicitar, nos próximos dias, as imagens das câmeras de segurança do prédio administrativo e o depoimento de outros funcionários que possam ter presenciado o comportamento do investigado.




