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Novo Nordisk perde US$ 330 bilhões em valor de mercado e acirra disputa com Eli Lilly

Novo Nordisk perde US$ 330 bilhões em valor de mercado e acirra disputa com Eli Lilly

​O cenário de dominância absoluta da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk no mercado de emagrecimento sofreu um abalo sísmico recentemente. Após um período de euforia impulsionado pelo sucesso do Ozempic e do Wegovy, a companhia viu cerca de US$ 330 bilhões em valor de mercado evaporarem desde seu pico em 2024. O movimento, descrito por analistas como um “choque de realidade”, reflete o temor dos investidores quanto à sustentabilidade do crescimento acelerado da gigante europeia.

​Os motivos da derrocada

​A queda nas ações foi catalisada, principalmente, pela divulgação de projeções financeiras (guidance) para os próximos anos que vieram abaixo das expectativas otimistas do mercado. Entre os fatores críticos, destacam-se:

  • Gargalos na Produção: A empresa tem enfrentado dificuldades para suprir a demanda global, o que limita sua capacidade de receita imediata.
  • Pressão nos Preços: Nos Estados Unidos, o maior mercado do mundo, seguradoras e o governo têm pressionado por descontos maiores nos medicamentos de GLP-1.
  • Concorrência Feroz: A ascensão da Eli Lilly, com o medicamento Mounjaro (Zepbound para obesidade), tem se mostrado um desafio mais robusto do que o antecipado.

​Eli Lilly assume o protagonismo?

​Enquanto a Novo Nordisk tenta estabilizar suas operações, a norte-americana Eli Lilly tem ganhado terreno. Dados clínicos sugerem que a tirsapatida (princípio ativo da Lilly) pode oferecer uma perda de peso ligeiramente superior à semaglutida da Novo Nordisk, o que atraiu a atenção de prescritores e investidores.

​Além disso, a Lilly tem sido mais agressiva na expansão de sua capacidade fabril, tentando evitar os erros de logística que custaram caro à concorrente dinamarquesa.

​O futuro: Pílulas e novos horizontes

​Apesar da perda bilionária, o setor de medicamentos para obesidade ainda é projetado como um mercado de US$ 100 bilhões até o final da década. O foco agora mudou para a próxima geração de tratamentos:

  1. Versões Orais: Ambas as empresas estão em uma corrida para lançar pílulas que substituam as injeções semanais, aumentando a adesão dos pacientes.
  2. Novas Indicações: Estudos recentes mostram que esses medicamentos podem tratar apneia do sono, doenças renais e até dependência química, o que pode abrir novas fontes de receita.

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