Investigador Greg Squire e a caçada na dark web para resgatar “Lucy”
O investigador especializado em crimes cibernéticos da Segurança Interna dos EUA, Greg Squire, viveu por meses o que descreve como um “peso diário” ao tentar solucionar um dos casos mais emblemáticos de sua carreira: o resgate de uma menina de 12 anos, identificada pelo codinome “Lucy”, cujas imagens de abuso circulavam em fóruns restritos da dark web.
Após um longo período em um beco sem saída, o avanço na investigação não veio de códigos complexos, mas de uma análise forense minuciosa de detalhes físicos nas imagens. Squire e sua equipe identificaram que o padrão dos tijolos e o modelo das tomadas elétricas visíveis nos vídeos eram específicos de uma região do Texas. Ao cruzarem esses dados com registros de fabricação e distribuição de materiais de construção, os agentes conseguiram delimitar o raio de busca a uma área de 50 milhas (cerca de 80 km) ao redor da fábrica.
O desfecho e as novas revelações
A investigação culminou na localização exata da residência de Lucy. Ela vivia com sua mãe e o namorado dela, um agressor sexual já condenado, que foi preso no exato momento em que a menina retornava da escola. O criminoso foi sentenciado a 70 anos de prisão. Recentemente, em um novo documentário da série World of Secrets da BBC, Squire revelou que pôde reencontrar Lucy anos após o resgate, agora em segurança, destacando o impacto emocional e a persistência necessária para esse tipo de operação.
O cenário atual e o combate ao “LBO”
O trabalho de Squire, no entanto, não parou em Lucy. Atualizações recentes de fevereiro de 2026 indicam que o investigador continua na linha de frente contra predadores digitais, como o infame usuário conhecido como “LBO” (Lover Boy Only), envolvido em sequestros e abusos internacionais.
Especialistas alertam que a tecnologia tem facilitado a criação de comunidades na dark web que tentam “normalizar” tais crimes. No Reino Unido e nos EUA, as autoridades intensificaram as prisões, chegando a cerca de mil suspeitos por mês, impulsionadas por novas ferramentas de inteligência artificial e cooperação global entre agências, inspiradas em métodos de rastreamento físico como os que salvaram Lucy.































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