ALVARO DIAS recua e deve trocar disputa pelo Senado ou Governo por vaga na Câmara Federal
O cenário político paranaense sofreu uma reviravolta importante nesta semana. O ex-governador e ex-senador Alvaro Dias (MDB), que até então era ventilado como um dos nomes fortes para o Governo do Estado ou para o retorno ao Senado Federal, deve mudar o rumo de sua estratégia política. Informações de bastidores e publicações recentes indicam que o veterano agora avalia disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Os motivos do recuo
A mudança de planos não ocorre ao acaso. Segundo analistas políticos e fontes próximas ao MDB do Paraná, a pré-candidatura de Alvaro ao Senado vinha perdendo tração dentro da própria legenda e no arco de alianças estadual. Os principais pontos que pesaram na decisão incluem:
- Falta de apoio de Ratinho Junior: O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) possui seus próprios aliados e nomes prioritários para as duas vagas que estarão em disputa para o Senado em 2026. Sem a “benção” do Palácio Iguaçu, a viabilidade de uma candidatura majoritária de Alvaro torna-se muito mais complexa e arriscada.
- Risco Eleitoral: Após não conseguir a reeleição ao Senado em 2022, Alvaro Dias estaria adotando uma postura mais pragmática. Aos 81 anos, o político entende que uma nova derrota em uma eleição majoritária (Senado ou Governo) poderia representar um fim de carreira precoce e indesejado.
- Fortalecimento da Bancada: No MDB, a avaliação é que Alvaro Dias como candidato a deputado federal funcionaria como um “puxador de votos” de luxo, ajudando o partido a eleger uma bancada maior e garantindo a ele uma cadeira influente no Congresso Nacional.
O “fator” bastidores
Apesar do seu histórico de décadas na vida pública, o comentário que circula nos corredores da política paranaense é de que o ex-senador teria “amarelado” diante de uma disputa que promete ser sangrenta. Nomes como o atual senador Sergio Moro (União Brasil) — que lidera pesquisas para o Governo — e outros aliados de Ratinho Junior para o Senado, como Alexandre Curi e Rafael Greca, criam um afunilamento que deixa pouco espaço para candidaturas isoladas.
Últimas atualizações (Fevereiro de 2026)
A movimentação de Alvaro para o MDB no final do ano passado foi estratégica, mas a realidade partidária impôs limites. O partido hoje busca composições:
- Há conversas para o MDB indicar o vice na chapa de Alexandre Curi (PSD) ao Governo.
- Nesse arranjo, o espaço para Alvaro no Senado fica reduzido, restando a ele a liderança de uma chapa proporcional competitiva para a Câmara Federal.
































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