FLÁVIO BOLSONARO assume comando do PL para 2026 e abre crise com Tarcísio e Ratinho Júnior por palanques estaduais
O cenário político nacional entrou em ebulição nesta semana após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assumir formalmente o papel de “estrategista-chefe” do Partido Liberal para as eleições de 2026. A movimentação, apelidada nos bastidores de “modo central de comando”, ocorre após a revelação de documentos internos contendo anotações manuscritas do senador que detalham um mapa de riscos e oportunidades em estados estratégicos, como São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
A estratégia de Flávio visa blindar o PL e garantir palanques exclusivos para sua provável candidatura à Presidência, mas o tom de intervenção já gera faíscas com aliados de primeira hora.
O “X” da questão em São Paulo: A vaga de vice
O ponto de maior atrito envolve o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nas anotações de Flávio, surge a sugestão direta de substituir o atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD), por um nome do “puro-sangue” bolsonarista ou mais alinhado ao PL, como André do Prado.
Tarcísio reagiu prontamente às pressões, classificando as discussões como “fofoca de eleição” e reforçando sua lealdade a Ramuth. “Não existe esse negócio de direito do partido”, afirmou o governador, tentando frear a tentativa do PL de capturar o comando de sua chapa de reeleição.
No Paraná, a ameaça de Sergio Moro contra Ratinho Júnior
No Sul, o alvo é o governador Ratinho Júnior (PSD). O documento interno do PL aponta o Paraná como um estado de “risco” devido à possível candidatura própria de Ratinho à Presidência, o que dividiria os votos da direita.
Como contra-ataque, Flávio Bolsonaro tem sinalizado uma aproximação surpreendente com o senador Sergio Moro (União Brasil). A estratégia seria lançar ou apoiar Moro ao Governo do Paraná para forçar Ratinho a recuar de suas pretensões nacionais ou, no mínimo, garantir um palanque forte para o bolsonarismo no estado, atropelando acordos prévios que previam uma aliança entre PL e PSD.
Santa Catarina: A primeira vitória da “Central de Comando”
Se em SP e PR o clima é de guerra, em Santa Catarina Flávio já impôs sua vontade. Em reunião nesta quarta-feira (25), o senador confirmou uma chapa fechada que “rifou” o tradicional aliado Esperidião Amin (PP). A composição oficial terá o governador Jorginho Mello à reeleição, com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni disputando as duas vagas ao Senado. A decisão mostra que o “comando” de Flávio não hesitará em priorizar a família e o núcleo duro do partido, mesmo que isso custe alianças históricas.
O que dizem os especialistas
Analistas políticos apontam que a postura de Flávio Bolsonaro reflete a urgência do clã em manter o controle do espólio político de Jair Bolsonaro, atualmente inelegível. Ao centralizar as decisões e vazar — propositalmente ou não — seus “rabiscos” de estratégia, Flávio envia um recado claro: o PL não aceitará ser apenas coadjuvante em 2026, mesmo em estados governados por aliados.
A “central de comando” de Flávio Bolsonaro agora monitora Minas Gerais, onde a sucessão de Romeu Zema (Novo) é vista como o próximo grande tabuleiro a ser ocupado pela caneta do senador.
































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