O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, classificou o atual momento vivenciado pela Corte como de “especial gravidade”. Em declaração pública, o magistrado afirmou categoricamente que a elevada autoridade do cargo “não confere privilégio”, reforçando que os deveres e as responsabilidades de um juiz do tribunal devem ser cumpridos com estrito respeito às leis e à Constituição.
A manifestação da Presidência do STF ocorre na esteira da divulgação de um relatório da Polícia Federal que revelou trocas de mensagens diretas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. As conversas foram recuperadas do telefone celular de Vorcaro no âmbito de investigações ligadas ao Banco Master e indicam tentativas de contato, pedidos de orientação e diálogos mantidos por meio de imagens com recurso de visualização única.
Sem citar nominalmente os envolvidos, Fachin pontuou que os fatos contêm “sérios elementos” e exigem da Presidência da Corte “serenidade, responsabilidade e firmeza”. O ministro garantiu que, após a conclusão das análises necessárias e a observância dos trâmites institucionais, anunciará nos próximos dias as medidas “cabíveis e necessárias” para resguardar a integridade e a confiança da sociedade na Suprema Corte.
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