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Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro é transferido para Brasília após prisão em operação da PF

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro é transferido para Brasília após prisão em operação da PF

​O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, tornou-se o centro das atenções no sistema penitenciário após ser preso na última quarta-feira, 4 de março, durante a deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero. Fotos do empresário logo após sua entrada no sistema carcerário de São Paulo circularam nesta semana, mostrando o banqueiro com o cabelo raspado e a barba retirada, cumprindo os protocolos padrão de fichamento e higiene das unidades prisionais brasileiras.

​Desdobramentos e transferência

​Após ser detido na capital paulista, Vorcaro passou por uma rápida sucessão de transferências. Na quinta-feira (5), ele foi levado para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. No entanto, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro foi transferido nesta sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal de Brasília.

​A decisão de removê-lo para uma unidade de segurança máxima foi fundamentada no risco de interferência nas investigações. Segundo a Polícia Federal, Vorcaro possui “elevada capacidade de articulação” e lideraria uma estrutura que incluía o monitoramento e a intimidação de adversários, críticos e até autoridades.

​A investigação e os crimes apurados

​A terceira fase da Compliance Zero mira um esquema bilionário de fraudes financeiras. Os principais pontos da investigação incluem:

  • Crimes Financeiros: Suspeita de emissão de títulos de crédito falsos e gestão fraudulenta que pode ter causado um rombo de até R$ 22 bilhões no sistema financeiro.
  • Milícia Privada: A PF aponta que o grupo de Vorcaro mantinha uma estrutura de vigilância e coação, utilizando inclusive ex-policiais federais para invadir dispositivos informáticos e ameaçar jornalistas e desafetos.
  • Bloqueio de Bens: O STF determinou o bloqueio de R$ 22 bilhões em ativos dos investigados para garantir o ressarcimento de eventuais danos.

​Reação da defesa e vazamentos

​A defesa de Daniel Vorcaro classificou as acusações como infundadas e criticou duramente a exposição das imagens do banqueiro com o cabelo raspado, chamando o vazamento de “humilhação pública”. Os advogados já peticionaram ao STF a abertura de um inquérito para apurar como as fotos de fichamento e mensagens íntimas do celular do empresário foram divulgadas à imprensa.

​O caso segue sob forte sigilo judicial, agora com um juiz auxiliar designado pelo ministro André Mendonça para atuar exclusivamente no processo devido à complexidade e ao volume de dados obtidos nos dispositivos apreendidos. Além de Vorcaro, seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, também permanece preso sob suspeita de atuar como operador financeiro do esquema.

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